O acordo Mercosul‑UE entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio de 2024, após 27 anos de negociações. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que as exportações brasileiras cresceram 30% desde então.
Destaques:
- aumento de 30% nas exportações brasileiras
- declaração de Márcio Elias Rosa sobre o acordo
- próximo passo: continuação das negociações com EUA
Expansão das exportações
Segundo o ministro, as exportações brasileiras avançaram 10,4% em 2026. Em evento no Ministério da Agricultura, ele destacou a abertura de 700 mercados para produtos agropecuários brasileiros desde 2023.
“Só o acordo Mercosul e União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, disse Elias Rosa.
Comércio bilateral em alta
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que o comércio bilateral entre Mercosul e UE cresceu mais de US$ 6 bilhões desde maio. "O comércio bilateral cresceu um pouco mais de 6 bilhões de dólares. Isso, a partir de maio até agora, mostra a perspectiva que existe para o futuro", declarou.
Diversificação além do agronegócio
Elias Rosa ressaltou que o crescimento não se restringe ao agronegócio. O país registra recordes de comércio com praticamente todos os destinos, com o comércio exterior total crescendo 10,5% em média. O avanço depende de investimentos empresariais e da ação governamental na abertura de mercados.
Desafios e perspectivas internacionais
O ministro classificou o cenário internacional como desafiador, citando barreiras tarifárias e não tarifárias. O Brasil pretende manter diálogo e negociação com os Estados Unidos para ampliar oportunidades.
Benefícios tarifários do acordo
O acordo estabelece uma zona de livre comércio que elimina tarifas de 77% dos produtos agropecuários que a UE compra do Mercosul. A redução será gradual, variando de quatro a dez anos, conforme o produto.
Produtos com taxa zero incluem frutas, sucos, peixes, crustáceos, óleos vegetais e café solúvel e moído; o café em grão já entra na Europa sem taxa. Produtos como carne bovina, frango e porco terão redução tarifária condicionada a cotas de exportação, por serem considerados sensíveis pela UE.
