A Cúpula da Indústria Audiovisual das Américas reuniu, em Santo Domingo, representantes de emissoras de rádio e TV, produtores de conteúdo e operadoras de TV paga nos dias 13 e 14 de julho. O evento celebra os 80 anos da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), que representa cerca de 17 mil emissoras nas Américas.

A AIR, fundada em 1946, tem acompanhado transformações tecnológicas e sociais, defendendo a liberdade de expressão, a responsabilidade dos conteúdos e a sustentabilidade da radiodifusão.

"mostra a disposição da indústria de olhar para o futuro, e olhar para o futuro com uma nova concepção", afirmou Paulo Tonet Camargo.

Debate sobre a nova geração da TV conectada

Os participantes analisaram o protagonismo da TV aberta frente ao consumo de conteúdo em dispositivos móveis e a necessidade de métricas de audiência em um ecossistema multiplataforma. A proteção de conteúdos digitais e o combate à pirataria também foram temas centrais.

"Reunir as três Américas para discutir os grandes temas da indústria audiovisual é realmente importante, porque a adoção de modelos tecnológicos de métricas de audiência, de proeminência e de combate à pirataria é algo que precisamos fazer de maneira continental. Nenhum país, nenhuma empresa, consegue fazer isso isoladamente", disse Tonet.

Reunião do Conselho Diretivo da AIR em Santo Domingo, na República Dominicana
Reunião do Conselho Diretivo da AIR em Santo Domingo, na República Dominicana — Foto: AIR/Adora/Reprodução

Inteligência artificial e desafios de sustentabilidade

A discussão incluiu o impacto da inteligência artificial na produção e distribuição de conteúdo, bem como os desafios de sustentabilidade para meios de comunicação que precisam inovar sem comprometer recursos.

Flávio Lara Resende, vice‑presidente jurídico da AIR e da ABERT, ressaltou o papel do Brasil:

"É extremamente importante porque o Brasil lidera nas três Américas a produção de conteúdo jornalístico e de entretenimento, seja no rádio, seja na televisão."

Compromisso da AIR com a liberdade e o futuro da radiodifusão

Em comunicado, a AIR destacou que a acelerada transformação tecnológica, a concorrência das plataformas digitais e a pirataria configuram um cenário diferente, exigindo renovação de compromissos para garantir pluralismo, segurança jurídica e acesso à informação.

"Diante dessas mudanças, a AIR renova seu compromisso de representar e defender a radiodifusão e de promover as condições necessárias para que os meios e os criadores de conteúdos possam continuar inovando, crescendo e cumprindo sua indispensável função a serviço da sociedade.", declarou a associação.