O preço médio do aluguel de escritórios de alto padrão atingiu R$ 144,49 por metro quadrado no terceiro trimestre de 2024, segundo a consultoria Binswanger Brazil. O valor supera os R$ 122,28 registrados no mesmo período de 2023 e os R$ 117 de dois anos antes, marcando o maior patamar já observado na capital paulista.

“Isso significa que, especialmente nas regiões mais disputadas, as empresas encontram cada vez menos opções. É essa combinação de retomada da demanda e redução da oferta disponível que sustenta a valorização dos aluguéis”, afirma a executiva.

Destaques:

  • Preço médio recorde de R$ 144,49/m²
  • Binswanger Brazil aponta alta de demanda e queda da vacância
  • Próximo passo: monitorar absorção e novos lançamentos

Demanda em alta e vacância em queda

A alta dos aluguéis foi puxada pelo aumento da procura por escritórios, motivado pelo retorno ao trabalho presencial e pela expansão das empresas. A taxa de vacância caiu para 12,9% no terceiro trimestre, abaixo dos 15,5% de 2023 e dos 20,8% de dois anos atrás. Comparado ao trimestre anterior, a taxa subiu levemente de 12,1% para 12,9%.

Busca por imóveis “Triple A”

Empresas têm priorizado edifícios “Triple A”, que se destacam por localização, infraestrutura tecnológica, eficiência operacional, flexibilidade e qualidade construtiva. “O escritório deixou de ser apenas uma estrutura física para acomodar equipes e passou a ter um papel mais estratégico na forma como as organizações trabalham e se relacionam”, explicou Simone Santos, sócia‑diretora da Binswanger.

Oferta e absorção de novos espaços

A entrada de novos escritórios de alto padrão mais que dobrou no trimestre, com três empreendimentos – Alto das Nações, Cyrela Oscar Freire e Franca – adicionando 143 mil m² ao estoque, frente a 66 mil m² no trimestre anterior e 16 mil m² no mesmo período de 2023. A absorção líquida cresceu 4,8%, atingindo 88 mil m².

“É uma recuperação relevante, mas precisamos olhar esses números em perspectiva. Se os aluguéis tivessem acompanhado o IPCA desde 2015, o preço médio hoje seria de R$ 209 por metro quadrado”, disse Santos.

Valorização se espalha pela cidade

Além de Faria Lima, Itaim Bibi e Juscelino Kubitschek, regiões como Chucri Zaidan e Pinheiros ganharam destaque. “O interessante é que estamos observando a valorização se disseminar pela cidade. Não se trata mais de um movimento restrito aos endereços mais valorizados, mas de uma recuperação que começa a alcançar diferentes regiões”, concluiu a executiva.