O avião da Polícia Militar de Minas Gerais que decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h15 da última sexta-feira (9), caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. O acidente deixou três militares mortos, conforme informou o coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da corporação.

Destaques:

  • Três militares mortos
  • Decolagem da Pampulha às 15h15
  • Investigação conduzida pelo Cenipa da FAB

"No primeiro momento, segue a lamentação e a consternação de toda a Polícia Militar pelo falecimento de três combatentes desses asas indomáveis da nossa corporação", disse o coronel Flávio Santiago.

Primeiros atendimentos

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 e enviou duas equipes ao local, situado no km 43 da BR-458. Vídeos gravados por moradores mostram uma grande coluna de fumaça preta após a queda. Até o momento, as identidades dos militares falecidos não foram divulgadas oficialmente.

Detalhes da aeronave e da queda

A aeronave envolvida era o Pégasus 17, um bimotor Beech King Air 300, prefixo PP‑EJO. Segundo a Polícia Civil, o corpo do piloto foi encaminhado ao IML de Belo Horizonte. A Anac informou que o avião possuía certificado de inspeção válido até outubro de 2027 e estava registrado para uso privado, sem autorização para operações comerciais.

Investigação

A Força Aérea Brasileira (FAB) comunicou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para apurar as causas do acidente.

"Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação", afirmou o órgão.

Contexto de outros incidentes

Mais cedo, um monomotor de pequeno porte que também partiu da Pampulha sofreu queda e incêndio próximo à Estação São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte, resultando na morte por carbonização do piloto.

Próximos passos

As autoridades continuam a coletar evidências no local e a analisar os registros de voo. O caso segue sob investigação para determinar as circunstâncias que levaram à colisão da aeronave com a estrutura do galpão do Metrô BH e a subsequente queda.