Bahia, Pernambuco e São Paulo registraram as maiores reduções na taxa de abstenção entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial de 2026, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A queda contribuiu para que a taxa nacional de eleitores ausentes caísse de 21,08% para 19,22%, quase 3 milhões a mais foram às urnas na votação decisiva.

Reduções percentuais nos estados líderes

Na Bahia, a taxa de eleitores que não compareceram às urnas recuou de 19,97% para 16,71%, uma diminuição de 3,26 pontos percentuais. Em Pernambuco, a abstenção passou de 18,17% para 15,18%, queda de 2,99 pontos. Já em São Paulo, a taxa caiu de 22,54% para 19,81%, diferença de 2,73 pontos percentuais.

Outras reduções e panorama nacional

Seguindo a lista, Mato Grosso do Sul reduziu 2,63 pontos, enquanto Paraná e Minas Gerais registraram quedas de 2,53 e 2,48 pontos, respectivamente. No conjunto, a taxa nacional de abstenção diminuiu de 21,08% no primeiro turno para 19,22% no segundo, representando quase 3 milhões de eleitores a mais nas urnas.

Estados com menor abstenção e aumentos regionais

No segundo turno, o Ceará apresentou o menor percentual de abstenção, 13,89%, seguido por Pernambuco (15,18%) e Paraíba (15,54%). No Nordeste, Sergipe e Rio Grande do Norte também registraram quedas. Por outro lado, nove estados tiveram aumento da taxa de abstenção; o Amapá liderou a alta, subindo de 17,41% para 25,47%, um acréscimo de 8,06 pontos.

Impacto em números absolutos

Em termos absolutos, São Paulo reduziu as abstenções de 7,69 milhões para 6,76 milhões, cerca de 932 mil eleitores a mais. Minas Gerais passou de 3,74 milhões para 3,33 milhões, e a Bahia de 2,26 milhões para 1,89 milhão. Todos os estados do Sul e Sudeste registraram diminuição percentual, enquanto o aumento foi concentrado em alguns estados da região Norte.