Bill Gates, cofundador da Microsoft, declarou neste domingo (11) que ciberataques baseados em inteligência artificial representam o maior risco atual da tecnologia, acima da possibilidade de a IA se tornar "incontrolável".
Destaques:
- Ciberataques com IA serão o desafio mais importante em 2025
- Gates pede restrições mais rigorosas e imposto sobre IA
- Próximas medidas incluem organismo internacional e reserva de empregos humanos
Alerta sobre a segurança cibernética
Gates afirmou que o mundo não está preparado para as consequências da IA e que “os ciberataques serão, sem dúvida, o desafio mais importante que enfrentaremos no próximo ano”.
"O verdadeiro perigo neste momento não é a inteligência artificial saindo de controle. Precisamos trabalhar nisso, mas isso ainda está a anos de distância em termos do grande impacto que pode ter", disse.
Uso mal‑intencionado da IA
O bilionário destacou que pessoas mal-intencionadas já utilizam IA para burlar salvaguardas, sobretudo em áreas sensíveis.
"São realmente pessoas más usando IA, especialmente em áreas da IA em que você pode retirar todas as salvaguardas", afirmou.
Ele acrescentou que são necessárias restrições mais rigorosas para impedir que agentes utilizem a IA em bioterrorismo e ataques cibernéticos.
Propostas de regulação
Gates propôs medidas como imposto sobre IA, criação de um organismo internacional e a reserva de determinados empregos exclusivamente para humanos.
"Está claro que não estamos fazendo o suficiente", declarou, rejeitando a ideia de que a autorregulamentação das empresas de IA, defendida por Donald Trump, seja suficiente.
Reação do setor
Executivos do setor de tecnologia também têm enfatizado a necessidade de redobrar a vigilância sobre a IA, alinhando-se à preocupação de Gates.
"Durante o próximo ano, especialmente no campo da cibersegurança, teremos muitas surpresas desagradáveis", advertiu.