A defesa do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu, nesta quarta‑feira (28), que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorize visita do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao seu cliente, alegando "necessidade de diálogo direto".
"Recebi hoje a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente. Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil", diz o texto.
Destaques:
- Pedido de visita de Valdemar Costa Neto a Jair Bolsonaro
- Autoridade: ministro Alexandre de Moraes (STF)
- Contexto: restrição de visitas até o fim das eleições
A solicitação surge após Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado nas eleições de 28 de outubro, deixar o país sem entregar os passaportes exigidos por Moraes. O ex‑senador está cumprindo prisão domiciliar em Brasília por condenação de 27 anos e três meses por tentativa de golpe.
Em julho, Moraes proibiu visitas com finalidade político‑eleitoral até o término das eleições, medida adotada depois que Flávio Bolsonaro divulgou carta do pai nas redes sociais, violando restrição que impede o uso de plataformas, inclusive por terceiros.
Moraes já negou pedidos de visita de Valdemar, argumentando que o presidente do PL continua sob investigação na suposta trama golpista. Na terça‑feira (27), Valdemar recebeu a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) para discutir futuro e desafios da legenda.
Flávio Bolsonaro em Miami
Flávio Bolsonaro chegou a Miami, nos Estados Unidos, com a família na manhã de quarta‑feira, descumprindo a proibição do STF. O senador perdeu as eleições de 25 de outubro para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), resultado confirmado pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, sem indícios de fraude.
Investigações em curso
Flávio Bolsonaro é alvo de investigações na Corte por suposta lavagem de dinheiro envolvendo empresas do jurista e apostas esportivas, caso mantido em sigilo de justiça. Ele também responde a inquérito que apura possível crime relacionado ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.