Músicos e produtores do Carnaval de Belo Horizonte ganharam um espaço dedicado aos ensaios dos blocos de rua: a Casa do Carnaval, situada no terceiro andar do Shopping Uai, no Centro da cidade.

“Eu trabalho no Carnaval há 10 anos e venho verificando essa necessidade de espaço para os blocos ensaiarem. O crescimento disso foi exponencial, igual ao Carnaval. Então começou a demanda pequenininha e hoje já está gigante. Todos os blocos sofrem desse problema hoje em dia. Eu escrevi um projeto de lei de incentivo ano passado, passei, consegui captar, e hoje a gente está aqui realizando esse sonho", disse Polly Paixão, presidente da Liga Belorizontina de Blocos.

Destaques:

  • Espaço de 2 mil metros quadrados para blocos de rua
  • Iniciativa liderada por Polly Paixão e a Liga Belorizontina de Blocos
  • Funcionamento previsto até fevereiro, com possibilidade de expansão

Estrutura e recursos oferecidos

A Casa do Carnaval dispõe de palco, som, iluminação, segurança e acessibilidade, atendendo à demanda crescente de mais de 450 desfiles realizados na cidade neste ano. O espaço foi criado para reduzir custos de aluguel e deslocamento que os grupos enfrentam ao buscar praças, galpões ou quadras.

Reações dos blocos

O bloco Asa de Banana aprovou a iniciativa. Para o produtor e vocalista Pedro Lusz, o apoio gratuito será decisivo:

"Essa questão de você ter um apoio gratuito, acessível, para a gente vai ser muito importante. Vai ser essencial mesmo para a gente conseguir fazer um carnaval na qualidade que a gente quer fazer e já tem feito", disse.

Já André Melado, fundador do bloco Quando Come se Lambuza, destacou o potencial turístico:

“BH já se tornou um ponto turístico. Não é nem só a criação de novos blocos, mas também a visitação de turistas e novas pessoas que vão poder conhecer. Então, tendo um espaço para que haja crescimento dos blocos, isso vai ter espaço para movimentação de turismo, para a movimentação da economia local. Todo mundo ganha", afirmou.

Perspectivas e expansão

Inicialmente, o espaço deve operar até fevereiro, mas a organização pretende ampliar o projeto com novos patrocinadores e ampliar as atividades oferecidas ao público. A expectativa é que a Casa do Carnaval contribua para a profissionalização dos blocos de rua, permitindo que eles alcancem o porte da própria festa.