Os corpos dos três policiais militares de Minas Gerais mortos em acidente aéreo no Vale do Aço na última sexta‑feira (9) serão velados e enterrados neste domingo (11) em Belo Horizonte.

Velório e sepultamento

O velório ocorre na Academia de Polícia Militar de Belo Horizonte, bairro Prado, das 11h às 14h. O sepultamento será no Cemitério Parque Bosque da Esperança, bairro Jaqueline, às 16h.

Polícia Militar faz homenagem a policiais mortos em acidente aéreo
Polícia Militar faz homenagem a policiais mortos em acidente aéreo — Foto: Reprodução/TV Globo

Identificação das vítimas

Luis Fernando Silvestre, tenente‑coronel; Alice dos Santos Almeida, tenente; e Gabriela Emília Soares Resende, tenente, descolaram do Aeroporto da Pampulha a bordo da aeronave Pégasus 17, um Beechcraft Super King Air 300 (prefixo PP‑EJO). O avião caiu perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, sem sobreviventes.

Contexto do voo

A aeronave realizava voo de reavaliação, usado em missões operacionais e no transporte de órgãos para transplantes. O governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias. O governador Mateus Simões (PSD), o governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentaram a morte dos policiais.

Investigação

Até o momento, a causa do acidente não foi identificada. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) conduzirá a apuração. A Polícia Militar informou que não há indícios iniciais de problemas de documentação, manutenção ou habilitação da tripulação.

Perfil das vítimas

O tenente‑coronel Silvestre, piloto da aeronave, acumulava mais de cinco mil horas de voo e comandava o esquadrão de aviões do Comave, com mais de duas décadas de serviço. Natural de Belo Horizonte, tinha 49 anos, esposa e três filhos.

A tenente Gabriela Emília, também natural de BH, tinha cerca de 300 horas de voo e foi a primeira mulher da PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, em 2023. Ingressou em 2017, oficial em 2019, e retornava de licença‑maternidade. Aos 35 anos, deixava marido e dois filhos pequenos.

A tenente Alice Almeida, nascida em Caratinga, tinha 34 anos e atuava na manutenção de aeronaves, com também cerca de 300 horas de voo.

Reação da corporação

Coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PM, emocionou‑se ao declarar:

"Talvez seja a coletiva mais difícil da minha vida", afirmou o coronel.

Ele ressaltou que o tenente‑coronel Luis Silvestre era "o instrutor mais capacitado da corporação".