A taxa de desocupação para o terceiro trimestre de 2024 caiu para 5,2%, a menor já registrada para esse período desde 2012. O resultado foi divulgado nesta sexta‑feira (30) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada, que totaliza 5,6 milhões de pessoas, diminuiu 4% (menos 234 mil) em relação ao trimestre anterior (abril‑junho). Quando comparada ao mesmo período de 2023, a queda foi de 6,9%, equivalendo a 417 mil pessoas a menos.

A população ocupada chegou a 103,6 milhões, o maior número da série histórica, registrando alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil) e crescimento de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão). O nível de ocupação, que indica a proporção de pessoas em idade de trabalhar que estão empregadas, atingiu 59%, recorde histórico, com variação de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

A taxa de informalidade permaneceu quase estável, com 37,5% da população ocupada (38,8 milhões de trabalhadores) trabalhando sem vínculo formal, ligeiramente acima dos 37,4% do trimestre anterior.

O rendimento real habitual médio dos trabalhadores ficou em R$ 3.790, sem variação trimestral, mas com aumento de 3,6% no ano, equivalente a R$ 131 a mais por pessoa. A massa salarial totalizou R$ 387,5 bilhões, a maior da série, crescendo 1,5% no trimestre (R$ 5,6 bilhões) e 4,7% no ano (R$ 17,5 bilhões).