O mercado financeiro brasileiro encerrou a sessão de terça‑feira (3) em queda. O dólar comercial subiu 0,74%, cotado a R$ 5,486, e chegou a ultrapassar a marca de R$ 5,50. O Ibovespa recuou 1,42%, atingindo 165.528,92 pontos, seu menor nível desde janeiro.

Cautela fiscal e expectativa sobre a Selic

Investidores mantiveram postura cautelosa diante das incertezas fiscais e da expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para quarta‑feira. O índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, avançou 0,13%, para 101,850 pontos às 17h35.

Fatores que pressionaram o real

  • Incertezas fiscais: dúvidas sobre a condução das contas públicas e a agenda econômica.
  • Expectativas para a Selic: atenção à decisão do Copom.
  • Propostas econômicas: repercussão das ideias do economista André Lara Resende.
  • Cenário internacional: eleições legislativas nos EUA e valorização do dólar.

Pela manhã, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as propostas de Lara Resende apresentam deficiências e não estão em discussão no governo, reforçando a defesa de um ajuste fiscal gradual.

Bolsa em queda e setores em destaque

O Ibovespa registrou seu sexto pregão consecutivo de perdas desde a reeleição de Lula, caindo abaixo de 165 mil pontos durante a sessão. As ações da Petrobras e da Vale, mais negociadas, contribuíram para a pressão, em meio a ajustes nos preços internacionais do petróleo e de outras commodities.

Empresas de tecnologia dos Estados Unidos apresentaram recuperação, mas o mercado brasileiro permaneceu vulnerável às incertezas domésticas.

Perspectivas para a política monetária

A taxa Selic está em 13,75% ao ano. O boletim Focus elevou a projeção de inflação para 2027 de 4,34% para 4,76%, acima da meta de 4,5%. A estimativa para a Selic no fim do próximo ano subiu de 11,75% para 12,50%. A decisão do Banco Central e o comunicado sobre os próximos passos da política monetária deverão influenciar o comportamento dos ativos nos próximos pregões.