O mercado financeiro brasileiro registrou forte turbulência nesta segunda‑feira (26) após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais.

Dólar registra maior alta diária desde 1999

O dólar comercial encerrou a sessão em R$ 5,403, representando a maior valorização percentual diária desde 13 de janeiro de 1999, quando o Brasil alterou seu regime cambial. Durante a manhã, a moeda chegou a R$ 5,605, ultrapassando a marca de R$ 5,60, antes de recuar para a faixa de R$ 5,40 em operação de realização de lucros e entrada de recursos de exportadores.

Ibovespa sofre queda histórica e aciona circuit breaker

O Ibovespa fechou em baixa de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, seu menor nível de fechamento desde 31 de agosto. A queda chegou a mais de 17% (169.516,43 pontos) na manhã, acionando o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em quedas acentuadas. O resultado foi a maior queda diária desde março de 2020, período de início da pandemia de covid‑19.

Reação dos investidores e atuação do Tesouro

A vitória de Lula alterou as posições que investidores haviam montado antes da votação, que esperavam a vitória de Flávio Bolsonaro. O Tesouro Nacional interveio recomprando títulos públicos. Apesar da alta diária, o dólar ainda acumulava queda de 1,57% em 2026.

Volume e desempenho acumulado

O volume financeiro negociado no pregão foi de R$ 88,6 bilhões, muito acima da média diária de cerca de R$ 25 bilhões. Com a sessão, o Ibovespa eliminou os ganhos de outubro e passou a registrar queda de 5,22% no mês, embora mantivesse valorização acumulada de 9,61% no ano de 2026.