A eleição de 2026 resultou na entrada de 33 candidatos que nunca haviam disputado voto antes, mas que já ocupavam cargos de destaque. O levantamento do g1, baseado em dados do TSE, apontou quatro senadores e 29 deputados federais entre os estreantes.

Nomes de destaque nas urnas

Michelle Bolsonaro (PL) recebeu 938.496 votos e garantiu a vaga no Senado pelo Distrito Federal. Ex‑primeira‑dama (2019‑2022) e líder do PL Mulher, sua candidatura foi precedida por atuação partidária e apoio a aliados.

Gracinha Caiado (União Brasil) foi eleita senadora por Goiás com 1.458.522 votos. Ela já atuava na articulação política do marido, Ronaldo Caiado, e coordenou políticas sociais no estado.

Marina JHC (PSDB) conquistou 926.860 votos em Alagoas, também ao Senado, tendo sido primeira‑dama de Maceió durante a gestão de João Henrique Caldas.

Bruno Scheid (PL) obteve 474.226 votos e foi eleito senador por Rondônia, usando o nome "Bruno Bolsonaro Scheid" na campanha.

Ex‑ministros estreiam na Câmara

Nísia Trindade (PT‑RJ) chegou à Câmara com 67.350 votos. Socióloga, foi a primeira mulher a presidir a Fiocruz e comandou o Ministério da Saúde até 2025.

Anielle Franco (PT) foi eleita pelo Rio com 149.726 votos. Professora, jornalista e ex‑ministra da Igualdade Racial, dirigiu o Instituto Marielle Franco.

Jader Filho (MDB‑PA) obteve 326.617 votos e ingressou na Câmara. Ex‑ministro das Cidades, é filho do ex‑deputado e ex‑senador Jader Barbalho.

Alvinho Lira e Arthur Lira
Alvinho Lira e Arthur Lira — Foto: Divulgação/PP

Dinastia política nas casas legislativas

Em Alagoas, Alvinho Lira (PP), com 172.628 votos, tornou‑se deputado aos 20 anos, filho do ex‑presidente da Câmara Arthur Lira, que foi eleito senador.

Na Bahia, Daniel Alencar (PSD), filho do senador Otto Alencar, recebeu 192.492 votos e foi eleito deputado federal. Carlos Muniz (PSDB), filho do vereador homônimo de Salvador, obteve 141.762 votos.

Os senadores Otto e Daniel Alencar (PSD)
Os senadores Otto e Daniel Alencar (PSD) — Foto: Reprodução

No Ceará, Luisa Cela (PT), filha da ex‑governadora Izolda Cela, foi eleita deputada federal. Em Minas Gerais, Vinicius Diniz (PL), filho do deputado Hercílio Diniz, também garantiu vaga.

Luisa Cela (PT) e ex-governadora Izolda Cela
Luisa Cela (PT) e ex-governadora Izolda Cela — Foto: Reprodução

Em Pernambuco, Gabriel Porto (PSB), filho do presidente da Assembleia Legislativa Álvaro Porto, foi eleito deputado. Em Roraima, Rodrigo Mesquita (Podemos), filho do empresário Disney Mesquita, conquistou a candidatura.

No Rio de Janeiro, Márcio Rezende (PSD) é irmão do prefeito de Macaé Welberth Rezende. Em Sergipe, o médico Cláudio Mitidieri (PSB), primo do governador Fábio Mitidieri, também foi eleito.

Experiência administrativa antes do mandato

Antonio Rueda (União Brasil), eleito pelo Rio, já comandava o partido nacionalmente e recebeu 155.836 votos. Thiago Ganem (PL‑MG), ex‑secretário de Esportes de São Paulo e do Ministério do Esporte, também estreou.

Outros eleitos que já ocuparam cargos de gestão incluem a médica Erica (Podemos‑AP), o planejador Vinicius Ferro (MDB‑MA), o diretor de estradas Rodrigo Tavares (PL‑MG), o secretário de Segurança Pública Coronel Roveri (Podemos‑MT), e delegados Felipe Curi (PP‑RJ) e Charles (PV‑PI).

Jovens e influenciadores nas urnas

Ana Elisa (PT‑MG), eleita aos 21 anos com 524.219 votos, destacou‑se nas redes sociais por debates sobre direitos e educação.

Jeffrey Chiquini (Novo), do Paraná, recebeu 425.399 votos e ficou conhecido por defender o ex‑assessor de Jair Bolsonaro.

Julia de Castro (PL‑RJ), historiadora e vice‑presidente nacional do PL Jovem, também chegou ao Congresso.