As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos dispararam 524,3% em setembro, comparado ao mesmo mês de 2025. Apesar do salto, o volume acumulado de janeiro a setembro ainda apresenta queda de 6,5% nas exportações totais ao mercado americano.
De janeiro a setembro, as exportações do Brasil para os Estados Unidos somaram US$ 27,5 bilhões, uma queda de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado., afirmou fonte da Amcham.
Destaques:
- crescimento de 524,3% da carne bovina em setembro
- queda de 6,5% nas exportações totais de janeiro a setembro
- déficit comercial de US$ 4,3 bilhões no período
Recuperação pontual da carne bovina
Em setembro, as exportações de carne bovina atingiram US$ 3,5 bilhões, alta de 31,9% em relação a 2025. O aumento deve‑se ao crescimento de 3,1% na quantidade vendida e à elevação de 28% no preço médio das mercadorias.
Desempenho dos demais setores
No mesmo período, as exportações de petróleo bruto caíram 35,8%, enquanto o café não torrado recuou 20%. Produtos semiacabados de ferro diminuíram 4,3%.
Setores com queda nas exportações aos EUA
Entre janeiro e setembro, as exportações brasileiras para os EUA recuaram:
- 17,8% na agropecuária
- 32% na indústria extrativa
- 1,2% na indústria de transformação
Excluindo os EUA, os números foram positivos: 8,9% de alta na agropecuária, 21,2% na indústria extrativa e 6,3% na indústria de transformação.
Produtos sujeitos a sobretaxas
Exportações de itens com tarifas adicionais cresceram 28,1% em valor em setembro, totalizando US$ 1,46 bilhão. Contudo, no acumulado de 2026, o grupo recuou 25,4%, representando perda de US$ 1,4 bilhão.
Importações americanas em alta
As importações brasileiras de produtos dos EUA somaram US$ 4,43 bilhões em setembro, alta de 2,1% frente a 2025, impulsionadas pelos combustíveis, que subiram 108,5% no mês.
Déficit comercial
Com as importações superando as exportações, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 4,3 bilhões nos nove primeiros meses de 2026, 10,8% menor que no mesmo período de 2025.