A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta segunda‑feira (19) que a economia brasileira cresceu 0,5% na passagem de julho para agosto, revertendo dois meses de recuo. O resultado eleva a variação acumulada em 12 meses para 1,8%.
Monitor do PIB indica retomada
O dado faz parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV. O levantamento reúne informações de indústria, comércio, serviços e agropecuária, funcionando como um “termômetro” da economia e prévia do PIB oficial.
Desempenho por setores
A FGV apontou que o impulso veio da indústria extrativa e da atividade de serviços. O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, explicou que, do lado da oferta, o resultado refletiu o crescimento desses setores.
"Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo", afirmou Claudio Considera.
Ele acrescentou que, apesar da inflação persistente e da política monetária contracionista, a economia demonstra capacidade de recuperação.
Consumo e projeções
No trimestre até agosto, o consumo das famílias avançou 0,4%, impulsionado principalmente pelos produtos duráveis. Em valores correntes, a FGV estima o PIB acumulado até agosto em R$ 9,020 trilhões.
Outros indicadores corroboram a tendência de expansão: o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC‑Br) mostrou alta de 0,3% entre julho e agosto; o relatório Focus projetou crescimento de 1,83% para 2024; e o Boletim Macrofiscal do Ministério da Fazenda apontou 2% de expansão anual.
Perspectivas internacionais
O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou, na última semana, que o Brasil cresça 2,2% em 2024 e retorne ao posto de oitava maior economia mundial em 2027.
Próximas divulgações
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentará o resultado oficial do PIB do terceiro trimestre em 2 de dezembro. A última divulgação, no início de setembro, registrou crescimento de 0,5% no segundo trimestre e 1,9% no acumulado de 12 meses.