A pesquisa da Quaest, realizada entre 30 de outubro e 2 de novembro com 2.004 entrevistados, revelou que 56% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após as eleições para fugir da Justiça. 35% dos respondentes afirmam que a viagem aos Estados Unidos teria sido para evitar perseguição política.
A viagem gerou ampla repercussão: 89% dos entrevistados disseram ter tomado conhecimento da ida de Flávio aos EUA. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, apontou que esse foi o maior índice de conhecimento registrado em pesquisas recentes, superando casos como o escândalo do Banco Master e a reunião de Jair Bolsonaro com embaixadores em 2022.

Entre os que souberam da viagem, 62% consideram que Flávio agiu de maneira errada ao deixar o país, enquanto 29% julgam a decisão correta e 9% não responderam.

A avaliação varia entre eleitores de direita. Metade dos eleitores desse grupo, inclusive parte dos que votaram em Flávio no segundo turno, considera que ele errou ao sair do Brasil. A percepção de fuga para evitar perseguição política é mais frequente entre eleitores bolsonaristas; entre independentes, apenas cerca de um terço compartilha essa visão.

A pesquisa também mediu a reação ao questionamento de Flávio sobre a derrota de Luiz Inácio Lula da Silva. 60% dos brasileiros consideram que o senador agiu mal diante do resultado, e 59% desaprovam sua postura de contestar as urnas, números semelhantes aos registrados para Jair Bolsonaro em 2022.
Além disso, 70% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento da tentativa de Flávio de se autoproclamar presidente após as eleições, reação que também foi majoritariamente negativa.
A Quaest informou que a pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais.