Novas imagens mostram o desembarque de Flávio Bolsonaro e família nos Estados Unidos nesta quarta‑feira (28). O jatinho Gulfstream G400 pousou no aeroporto executivo Opa‑Locka, às 10h24, e a família foi conduzida a um carro que os aguardava.
Viagem iniciada após derrota nas eleições
Na noite de terça‑feira (27), o senador cruzou a fronteira com a Argentina por terra, entrando na província de Misiones às 22h50 (horário de Brasília) pela Ponte Internacional Tancredo Neves. De lá, a família seguiu para Puerto Iguazú, embarcou na aeronave LV‑JQW e fez escala em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para os EUA.
Rota que evitou o espaço aéreo brasileiro
O voo sobrevoou Paraguai, Bolívia e Peru, conforme dados do FlightAware, e não cruzou o espaço aéreo brasileiro. Ao chegar em Miami, o senador foi escoltado por um policial que o cumprimentou na saída do terminal.

Decisão judicial e investigação em curso
Em 25 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes determinou que Flávio entregasse seus passaportes ao STF. O senador não cumpriu a ordem, mantendo o passaporte diplomático cancelado e o passaporte italiano emitido em 2023. A Polícia Federal mantém investigação por lavagem de dinheiro e financiamento de produção do filme "Dark Horse".
"Hoje de manhã eu fui visitar o meu pai. Como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. E, quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país", relatou o senador, em vídeo divulgado na segunda‑feira (26).
Reação dos Estados Unidos e aliados
O Departamento de Estado dos EUA informou que concederá vistos à família, sem especificar o tipo. O presidente Donald Trump comentou que aprova a ida de Flávio aos EUA, enquanto o presidente argentino Javier Milei ainda não se manifestou.

Contexto político da fuga
A derrota de Flávio Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial de 25 de outubro resultou em 48,21% dos votos válidos para o senador, contra 51,79% para o petista, diferença de 4,4 milhões de votos. A fuga ocorreu em meio a alegações de fraude eleitoral feitas por Trump, sem evidências apresentadas.