Na propaganda eleitoral gratuita dos candidatos à Presidência da República exibida nesta sexta‑feira (16), Flávio Bolsonaro (PL) dedicou a peça ao programa "Brasil por Elas", voltado às mulheres, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparou o adversário ao presidente argentino Javier Milei e atacou suas propostas econômicas.

Propaganda de Flávio Bolsonaro

A peça iniciou com depoimentos de mulheres que expressaram insatisfação com a inflação, a segurança pública e a economia sob o governo atual. "Lula promete, o Brasil sofre", afirmou a campanha.

Flávio reiterou medidas já anunciadas: auxílio de crédito para mulheres, a rede TEA Brasil e o vale‑creche, que garante vagas em creches particulares quando a rede pública não tem disponibilidade. Também abordou a redução da maioridade penal, indicando que a medida não avançaria caso Lula fosse reeleito.

A propaganda trouxe apoio de aliadas políticas, entre elas Daniella Marques, coordenadora da campanha, e as senadoras eleitas Caroline de Toni (PL‑SC), Bia Kicis (PL‑DF) e Gracinha Caiado (União‑GO), esposa de Ronaldo Caiado (PSD). Flávio afirmou contar com o apoio da maioria da bancada feminina eleita no Congresso, caso vença a eleição.

Propaganda de Luiz Inácio Lula da Silva

A peça petista abriu comparando Flávio a Javier Milei, presidente da Argentina, alertando que a crise que afeta o país vizinho poderia se repetir no Brasil se o candidato do PL fosse eleito.

"O tesouraço do Flávio Bolsonaro é a motosserra de Milei na Argentina. Quando Flávio Bolsonaro fala em cortes, a despesa que ele quer cortar é você", destacou a propaganda.

Lula também comemorou a aprovação da extinção da escala 6x1 no Senado, ressaltando que Flávio mudou de posição e votou a favor do projeto por "oportunismo".

Apoio e mobilização

A propaganda petista exibiu um vídeo viral da cantora Ivete Sangalo fazendo o “L”. O vice‑presidente Geraldo Alckmin (PSB), presente na peça, defendeu a união de diferentes posições políticas em torno da candidatura de Lula, afirmando que o país "não precisa de radicalismos" e convocando a formação de uma frente democrática para impedir a volta do bolsonarismo.