Na volta da propaganda eleitoral no rádio, nesta sexta-feira (9), Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o país já escolheu a mudança e que o segundo turno será decisivo para consolidar a vitória. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou o pleito como uma nova eleição entre o fortalecimento da democracia e a barbárie.
Programa de Flávio Bolsonaro
O candidato do PL declarou que "no 1º turno, o Brasil já decidiu, votou na mudança, e a mudança é muito maior do que eu". Ele ressaltou que, no segundo turno, "o Brasil não está mais dividido". Flávio Bolsonaro destacou vitórias em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais, e apontou que a nova composição do Senado, com 28 cadeiras para o PL, garantirá a capacidade de mudar o país.
"No 1º turno, o Brasil já decidiu, votou na mudança, e a mudança é muito maior do que eu. Vocês escolheram um novo Brasil. E agora, no 2º turno, o Brasil não está mais dividido", afirmou Flávio Bolsonaro.
O programa exibiu apoio de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), que declararam suporte ao candidato do PL. Flávio também prometeu acabar com a reeleição e reforçou propostas de segurança pública e economia, garantindo a continuidade de programas sociais como Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família.
Programa de Luiz Inácio Lula da Silva
Lula chegou ao segundo turno "chegando" e definiu a etapa como "uma nova eleição". O petista classificou as propostas de Flávio Bolsonaro como retrocesso e enfatizou a necessidade de fortalecer o regime democrático. "De um lado, [temos] o fortalecimento do regime democrático. Do outro lado, uma barbárie, em que não se respeitam valores, não se respeitam gêneros, não se respeitam diferenças, não se respeita democracia, não se respeita adversários", disse Lula.
Lula destacou prioridades na educação, propondo a ampliação de universidades, institutos federais e a universalização do programa Pé-De-Meia. Ao final, alertou que "uma avaliação errada custa caro" e afirmou que o Brasil já conhece os riscos de escolhas equivocadas.
"De um lado, [temos] o fortalecimento do regime democrático. Do outro lado, uma barbárie, em que não se respeitam valores, não se respeitam gêneros, não se respeitam diferenças, não se respeita democracia, não se respeita adversários", afirmou Lula.
Repercussão e próximos passos
A campanha de Flávio Bolsonaro enfatiza a força dos três maiores colégios eleitorais e a nova maioria no Senado como garantias de mudança. Já a estratégia de Lula foca na defesa da democracia e em propostas sociais, especialmente na educação. Ambos os candidatos prometem intensificar a presença nas redes e no rádio nas próximas semanas, preparando o eleitorado para a decisão final no segundo turno.