Flávio Bolsonaro, senador e candidato à presidência pelo PL, cumpriu agenda em São Paulo neste domingo (11). O encontro, realizado em um prédio no Vale do Anhangabaú, contou com a presença de prefeitos, vereadores da Grande São Paulo, do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito da capital Ricardo Nunes.

Discurso e críticas a Lula

Em discurso, Flávio criticou o presidente Lula e destacou a queda de 1% nos juros futuros após o primeiro turno. Declarou que a saída de Lula abriria espaço de R$ 100 bilhões no orçamento por cada ponto percentual de redução.

"O futuro ex‑presidente da República me desafiou [sobre de quais setores eu vou] tirar R$ 250 bilhões. A primeira coisa que eu vou fazer é tirar esse cara da presidência da República. Só quando a gente virou na frente do primeiro para o segundo turno, a taxa de juros futuro já caiu 1%", disse.

"Cada 1% a menos de taxa de juros, vamos arredondar, são R$ 100 bilhões que foi aberto de espaço no orçamento. Só com o simples fato de o Lula sair da cadeira", acrescentou.

Propostas econômicas e equipe de governo

Flávio afirmou que os cortes de gastos não virão da área social e negou redução no Bolsa Família e no BPC. Prometeu valorização dos aposentados acima da inflação.

"Os aposentados do Brasil vão ser valorizados, vai ter aumento acima da inflação", declarou.

Disse ainda que a equipe econômica que montará será capaz de reduzir a taxa de juros em 2% a 4% em curto prazo, combatendo a corrupção e eliminando desperdícios.

"E eu tenho certeza de que, com o time que nós vamos apresentar na parte da economia, que vai fazer um trabalho sério, que vai combater a corrupção desse governo, que vai procurar cada centavo de desperdício de dinheiro público, vamos resolver em pouquíssimo tempo (os cortes). Essa taxa de juros vai cair 2%, 3%, 4%.", afirmou.

Contexto de críticas ao plano de governo

Analistas apontam que parte das críticas ao plano de Flávio decorrem de medidas adotadas durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, como alterações no BPC e no Bolsa Família, que geraram auditoria do TCU. No Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2023, o governo anterior propôs reduzir em 59% os recursos do Farmácia Popular, de R$ 2,04 bilhões para cerca de R$ 804 milhões, corte que não foi mantido pelo Congresso.