A funcionária de 20 anos do setor de recreação infantil do restaurante Paladino, em Belo Horizonte, denunciou à polícia importunação sexual cometida pelo proprietário Marcelo Haddad Guerra, de 47 anos. O caso ganhou destaque após entrevista à TV Globo na quinta‑feira (22) e a prisão em flagrante do suspeito na terça‑feira (20).

A vítima relatou que recebeu toques indesejados nos seios e pediu que o homem parasse, mas ele teria minimizado a atitude. Em depoimento à TV Globo, afirmou:

"Eu não tinha entendido ainda a gravidade da situação, porque ele não podia fazer isso. Eu não consenti nada", afirmou a funcionária, que pediu anonimato.

Prisão e audiência de custódia

Marcelo Haddad Guerra foi detido em flagrante na terça‑feira (20) e, após audiência de custódia, recebeu liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O tribunal considerou o réu primário, sem antecedentes criminais, e manteve o processo sob sigilo por se tratar de crime sexual.

Medidas cautelares impostas

A decisão judicial estabeleceu diversas restrições: uso de tornozeleira eletrônica, proibição de se aproximar da vítima a menos de 300 metros, e recolhimento domiciliar noturno entre 20h e 6h nos dias úteis, além de restrição total nos fins de semana e feriados, por três meses.

Reação da defesa e novas denúncias

A defesa de Marcelo declarou que o empresário nega a prática do crime e confia na investigação para provar sua inocência. Na mesma quinta‑feira, duas outras mulheres procuraram a polícia, alegando também terem sido vítimas do mesmo suspeito.

Próximos passos

O caso segue sob investigação, com a manutenção das medidas cautelares até a conclusão dos procedimentos judiciais. As denúncias adicionais podem ampliar o escopo da investigação e influenciar decisões futuras sobre a prisão preventiva ou outras sanções.