Avião da PM cai perto do Aeroporto do Vale do Aço

O governo de Minas Gerais vai decretar luto oficial de três dias em homenagem aos três policiais militares que morreram na queda de um avião da corporação nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, nesta sexta‑feira (9).

"Os militares estavam no exercício de suas funções institucionais as quais dedicaram suas trajetórias com compromisso, profissionalismo e espírito de serviço à população mineira", afirmou o Executivo, em nota.

Destaques:

  • Três policiais militares mortos em acidente aéreo
  • Governo de MG decreta luto de três dias
  • Voo de recheque de habilitação partiu da Pampulha às 16h

Declarações do governador e do governador eleito

O governador Mateus Simões (PSD) lamentou a morte dos militares em publicação nas redes sociais.

"Recebo com profundo pesar o falecimento do tenente‑coronel Silvestre e das tenentes Emilia e Alice, valorosos oficiais da nossa Polícia Militar, com quem tive o privilégio pessoal de conviver em sua atuação no Comando Aéreo do Estado. Minha solidariedade às famílias, amigos e à corporação", escreveu.

O governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) também se manifestou.

"Que Deus conforte os corações de todos que sofrem com essa tragédia", publicou.

Detalhes do voo e da aeronave

A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino ao Aeroporto Regional do Vale do Aço. O acidente ocorreu nas proximidades do terminal, em Santana do Paraíso, por volta das 16h.

O voo era de recheque de habilitação, procedimento periódico exigido para manutenção das certificações e avaliação das condições operacionais dos pilotos. A aeronave, utilizada em missões operacionais e no transporte de órgãos para transplantes, era retrofitada e encontrava‑se com manutenção em dia.

"É importante frisar que tratava‑se de uma aeronave retrofitada, uma aeronave que sofreu toda manutenção e troca de equipamentos necessárias. [...] Nós não temos nenhum tipo de questão em relação à manutenção, que estava em dia, à retrofitagem, que estava em dia, e à habilitação dos pilotos, que estava em dia", afirmou o coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da Polícia Militar de Minas Gerais.

Perfil das vítimas

O tenente‑coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos, natural de Belo Horizonte, pilotava a aeronave. Com mais de cinco mil horas de voo, era o instrutor mais capacitado da corporação e comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave). Deixou esposa e três filhos.

A tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos, também natural de BH, acumulava cerca de 300 horas de voo. Foi a primeira mulher da PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, em 2023. Ingressou na corporação em 2017, tornou‑se oficial em 2019 e havia retornado recentemente de licença‑maternidade. Deixou marido e dois filhos pequenos.

A tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, de 34 anos, também acumulava aproximadamente 300 horas de voo.

"A nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo", lamentou o coronel Santiago.

Contexto do acidente

A queda ocorreu pouco depois da decolagem da Pampulha, em voo de rotina para o Vale do Aço. As autoridades ainda investigam as causas, mas a PMMG destacou que a aeronave e a habilitação dos pilotos estavam em conformidade com as normas vigentes.