O líder do MDB no Senado Federal, Eduardo Braga (AM), anunciou nesta terça‑feira (13) apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em nome dos senadores do partido e saiu em defesa dos diretórios estaduais que também respaldam a candidatura.

"Estamos declarando apoio à candidatura à reeleição do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin por todos os compromissos e avanços que tivemos e estamos tendo nas áreas social, da educação, da saúde, da infraestrutura, do desenvolvimento sustentável, da renda e do emprego", afirmou Braga.

Destaques:

  • apoio à candidatura de Lula e Alckmin
  • 10 diretórios estaduais do MDB declararam apoio
  • decisão reforçada por José Sarney e Veneziano Vital do Rêgo

Diretórios estaduais apoiam Lula

Na tarde da mesma terça, dez diretórios do MDB das regiões Norte e Nordeste decidiram apoiar a candidatura de Lula no segundo turno, abrangendo Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia.

Apoio de lideranças do partido

Braga relatou que o ex‑presidente José Sarney também apoiou a decisão, após conversa telefônica:

"Meu filho, o MDB não pode, neste momento histórico, nesta quadra histórica, deixar de estar ao lado da liberdade, ao lado da democracia e ao lado da soberania", disse Sarney a Eduardo Braga.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB‑PB), reeleito, também declarou apoio ao presidente Lula:

"Me orgulho profundamente, quando vossa excelência assume essa tribuna, não diferente do que vossa excelência o é, para proferir, professar e fazer a leitura desses 10 diretórios que estão a reafirmar aquilo que foi presente na eleição de primeiro turno do nosso apoio ao presidente Lula", disse Veneziano.

Risco de ruptura democrática e reforma tributária

Braga alertou que, sem o apoio dos diretórios, poderia haver ruptura democrática nos últimos quatro anos, dificultando a aprovação de reformas estruturantes, como a Reforma Tributária.

"Nada disso teria acontecido se nós não estivéssemos vivendo uma democracia plena no Brasil. Se o 8 de janeiro não tivesse falhado", completou Braga.

Veneziano acusou Flávio Bolsonaro de impedir a modernização da legislação tributária, afirmando que sua eleição poderia reverter avanços aprovados pelo Congresso em 2024.

"Estamos diante do risco, porque do outro lado, aquele que antagoniza o projeto reformulador, progressistas do presidente Lula, já disse em alto e bom som que haverá de rediscutir a reforma tributária, como se aquilo que nós, enquanto como Câmara e Senado, não estivéssemos a fazê-lo de uma forma democrática, participativa com a sociedade brasileira", concluiu.

Decisão do MDB sobre Flávio Bolsonaro

Na mesma data, o MDB formalizou apoio majoritário à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Dos 27 diretórios estaduais, 17 deverão divulgar adesão ao candidato do Partido Liberal.

Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, justificou a escolha:

“Tomamos a decisão que o povo tomou nas urnas no primeiro turno, que é o desejo de mudança. E desejando que Flávio repita a gestão [de] Ricardo Nunes e [de] Tarcísio de Freitas”, afirmou.