O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, às 16h, seu último ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado da esposa Rosangela da Silva, da vice‑presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de lideranças como Guilherme Boulos (PSOL) e Simone Tebet (PSB).
"Estamos terminando uma campanha de segundo turno que tem só uma similar, a de 1989... a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, que a eleição é de pessoas que se preocupam com o país", afirmou o candidato.
Lula enfatizou que a sociedade tem protagonizado a mobilização, citando a presença de eleitores em todos os municípios do Amazonas e destacando que "é o povo que está organizando, e não partidos".
"Estou convencido que vamos ganhar as eleições amanhã. Estou convencido que a sociedade brasileira quer mudança estrutural, que faça o Brasil caminhando no caminho certo, a sociedade brasileira não quer retrocesso."

Apoio e presença de lideranças
Aos 13h30, manifestantes se concentravam em frente ao MASP, levando um lápis inflável gigante como símbolo da campanha de Lula, em contraste com o míssil usado por apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) no dia 18 de outubro.
Por volta das 15h30, chegaram ao local os ex‑ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Simone, sem poder discursar, lembrou que estavam presentes nordestinos, sulistas, nortistas e brasileiros.
"Nós estamos aqui pelo nosso país, pelos nossos filhos e filhos dos nossos filhos...", disse Simone Tebet.
Marina Silva celebrou a democracia, afirmando que a Paulista "vermelhou" para a última passeata de Lula.
Segurança e logística do evento
A organização decidiu que Lula passará pelos manifestantes em carro aberto, sem caminhada, para evitar aglomerações nas ruas adjacentes. Medidas de segurança foram discutidas com a Polícia Militar, a Prefeitura e o Metrô após a divulgação de vídeos de vandalismo.
O Metrô instalou tapumes nas estações da Paulista, mas a empresa contratada retirou a proteção na madrugada de sábado, alegando que o próprio Metrô adotaria outras medidas.
A campanha solicitou que policiais utilizem câmeras corporais ligadas durante todo o evento e permaneçam identificados. Ofícios foram enviados à PM e ao TRE para garantir que o transporte das urnas eletrônicas não fosse prejudicado.
Dispersão e cobertura
A dispersão do público está prevista para a Praça do Ciclista, também na Avenida Paulista, visando manter a fluidez do trânsito. O uso de drones foi proibido; imagens do ato serão divulgadas posteriormente pela organização.
A presença de advogados do partido foi garantida em pontos estratégicos para atender eventuais demandas dos participantes.