Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de outubro, o mercado financeiro revisou suas expectativas para inflação, taxa de juros e dólar, além de reduzir a projeção de crescimento do PIB para 2024 e anos subsequentes.
"O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.", afirmou fonte do texto bruto.
Destaques:
- Inflação projetada em 5,22% para 2026
- Selic prevista em 13,50% ao fim de 2026
- Dólar estimado em R$ 5,34 por unidade ao fim de 2024
Ajustes nas projeções de inflação
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta terça‑feira (3), mostrou que a expectativa de inflação para 2026 subiu de 5,19% para 5,22%. Para 2027, a projeção avançou de 4,34% para 4,76%; para 2028, de 3,75% para 4%; e para 2029, de 3,50% para 3,98%.
Desde 2025, o regime de meta contínua fixa o objetivo de inflação em 3%, com tolerância entre 1,50% e 4,50%.
Revisão da taxa de juros e do dólar
A taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, teve sua projeção para o fim de 2026 elevada de 13,25% para 13,50%. Para 2027, a expectativa subiu de 11,75% para 12,5%, e para 2028, de 10% para 11% ao ano.
No mercado cambial, a cotação do dólar foi revisada para R$ 5,34 ao fim de 2024, contra a estimativa anterior de R$ 5,05. As projeções para 2027, 2028 e 2029 também foram ajustadas para cima, atingindo R$ 5,40, R$ 5,40 e R$ 5,45, respectivamente.
Queda nas expectativas de crescimento do PIB
O crescimento do PIB para 2024 foi reduzido de 1,80% para 1,76%. Em 2025, o IBGE registrou expansão de 2,3%. As projeções para os anos seguintes também recuaram: 2027 de 1,31% para 1,20%, 2028 de 1,81% para 1,80%.
O governo, em ano eleitoral, tem adotado medidas de estímulo à demanda, mas essas ações dificultam o controle inflacionário, conforme indicado pelo BC.
Impactos para a população
A elevação das projeções de inflação reduz o poder de compra, sobretudo dos salários mais baixos, já que os preços sobem sem acompanhar a remuneração.
O mercado ainda mantém a expectativa de cortes na taxa de juros ao longo de 2024, porém com menor amplitude, refletindo a necessidade de conter pressões inflacionárias.