A Meta, proprietária do Instagram e do Facebook, firmou acordo com a jovem K.D.B. nesta sexta‑feira (30), segundo apuração da Reuters. O acordo encerra a acusação de que as plataformas foram projetadas para gerar dependência e agravar transtornos alimentares.

"Continuamos comprometidos em melhorar a segurança das crianças nos aplicativos de redes sociais e em responsabilizar as empresas de tecnologia. Estamos satisfeitos por termos chegado a uma solução justa para nossa cliente", afirmou Emily Jeffcott, advogada de K.D.B., em comunicado.

Destaques:

  • Acordo fechado em 30/09 com adolescente que acusa Meta
  • Emily Jeffcott declara compromisso com segurança infantil
  • Julgamento continuará apenas contra a Snap

A decisão ocorre após a seleção de jurados, iniciada na quarta‑feira (28), para um caso que também envolve a Snap, dona do Snapchat. A Meta já havia fechado acordo semelhante com outra adolescente, S.J., dias antes, o que deixa a Snap como única ré no processo.

Contexto do litígio

O processo faz parte de um julgamento estadual em Los Angeles que analisa acusações de jovens que alegam dependência de redes sociais. Segundo os processos, Meta, Snap, TikTok e YouTube teriam criado recursos como reprodução automática e rolagem infinita para incentivar o uso compulsivo.

Repercussão e antecedentes

Em março, um júri de Los Angeles considerou que Meta e YouTube agiram com negligência, impondo US$ 6 milhões de indenização a outra jovem. Em agosto, a Meta assinou acordos que podem chegar a US$ 18 bilhões com estados e territórios dos EUA, visando encerrar ações de procuradores‑gerais.

Posicionamento das empresas

As empresas negam projetar seus aplicativos para causar dependência e afirmam ter adotado medidas de segurança para que jovens se expressem livremente. Contudo, milhares de processos semelhantes tramitam em tribunais estaduais e federais dos Estados Unidos, acusando as plataformas de contribuir para uma crise de saúde mental entre adolescentes.