A Meta, controladora do Facebook e do Instagram, anunciou nesta quinta‑feira (8) a proibição de anúncios da ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, em suas plataformas nos Estados Unidos e em outros seis países. A medida entra em vigor imediatamente.

“Não temos obrigação de exibir anúncios de um concorrente cujo objetivo é tirar as pessoas dos nossos aplicativos”, afirmou a Meta.

Destaques:

  • Proibição de anúncios da ByteDance nos EUA e em Canadá, Egito, Indonésia, Japão, Tailândia e Vietnã
  • Decisão afeta também anúncios de terceiros que direcionem ao TikTok ou a serviços da ByteDance
  • Ação tem efeito imediato a partir de 8 de maio

Alcance geográfico da proibição

A restrição abrange Estados Unidos, Canadá, Egito, Indonésia, Japão, Tailândia e Vietnã. Além dos anúncios da própria ByteDance, a política inclui campanhas de outras empresas que redirecionem usuários para o TikTok ou serviços associados.

Justificativa da Meta

Em comunicado, a Meta explicou que recusar anúncios de um concorrente que busca retirar usuários de seus aplicativos é prática comum em diversos setores. A empresa reforçou que continuará competindo pela qualidade dos produtos e pela experiência dos usuários.

“Continuaremos competindo pela qualidade dos produtos e pela experiência dos usuários”, acrescentou.

Contexto de disputa entre as plataformas

O TikTok tem se consolidado como um dos principais rivais da Meta na corrida por usuários, criadores de conteúdo e verbas publicitárias. A decisão da Meta ocorre enquanto a empresa cobra do TikTok e do YouTube a adoção de medidas semelhantes às que ela mesma implementou para proteger adolescentes.

Em agosto, a Meta firmou acordo de até US$ 18 bilhões com estados americanos para limitar o tempo de uso de menores no Facebook e Instagram, restringindo o acesso noturno e reforçando filtros de conteúdo inadequado.

Reação do TikTok

A ByteDance e o TikTok não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. O próprio TikTok indica que não permite links que abram outros aplicativos de redes sociais, embora seja possível colocar no perfil URLs que direcionem a sites externos.

Antecedentes regulatórios

Em setembro, o TikTok aceitou um acordo com o estado do Alabama para impor novos limites de uso e melhorar a verificação de idade, encerrando acusações de risco a crianças e de engano ao consumidor.

Nos EUA, o TikTok opera por meio de uma empresa controlada majoritariamente por investidores americanos, estrutura criada após acordo para proteger dados de usuários e evitar a proibição do aplicativo, que conta com mais de 200 milhões de usuários no país.

A proibição foi divulgada inicialmente pela Bloomberg News na mesma quinta‑feira.