Pesquisadores da Microsoft divulgaram um estudo na revista Science mostrando que sua ferramenta de IA superou médicos generalistas em precisão diagnóstica. O experimento, realizado com mais de 300 casos clínicos incomuns, revelou que a IA foi mais de duas vezes mais correta na identificação de doenças.
Destaques:
- Ferramenta de IA foi mais de duas vezes mais precisa que médicos generalistas
- Estudo publicado na Science em 22 de maio
- Próxima fase: teste de triagem em pronto‑socorro de Boston
Metodologia da ferramenta
A IA segue um fluxo semelhante ao de um médico: define perguntas sobre o histórico, seleciona exames relevantes, avalia resultados e, se necessário, solicita novos testes. Um módulo chamado orquestrador coordena a análise, simulando um grupo de especialistas.
Desempenho comparado a médicos
Nos testes, a ferramenta recebeu casos difíceis e superou médicos que consultavam livros e a internet. Em simulações baseadas em registros de pronto‑socorro, a IA também obteve resultados superiores.
"A IA ficou muito boa em acertar 100% dessas questões", afirmou Dominic King, vice‑presidente corporativo da área de saúde da Microsoft AI. "Mas, é claro, isso não corresponde ao mundo real. Nenhum paciente jamais chegou ao meu consultório com um resumo bem organizado".
Custos e critérios de avaliação
Os autores destacam que o processo de diagnóstico conduzido pela IA custou menos que o realizado por médicos. Harsha Nori, chefe de IA da Microsoft AI Health, acrescentou: "Não estamos medindo apenas a precisão dos sistemas. Também medimos o cuidado e o critério com que eles conduzem uma investigação diagnóstica".
Próximos passos
A Microsoft planeja testar a ferramenta para triagem de pacientes em salas de espera de pronto‑socorro, em parceria com o Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston.