Minas Gerais: estado pêndulo divide voto entre Lula e Flávio
O primeiro turno das eleições revelou a divisão política de Minas Gerais. Flávio Bolsonaro (PL) liderou com 48,24% dos votos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 452 municípios. O resultado coloca o estado como termômetro da disputa nacional.
Votação presidencial e distribuição geográfica
Flávio Bolsonaro venceu no Sul de Minas, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Região Central. Lula conquistou o Norte, Jequitinhonha, Mucuri e a Zona da Mata. A divisão reflete diferenças econômicas e sociais entre as regiões.
Representação no Senado e na Câmara
Na votação de 4 de outubro, eleitores escolheram Domingos Sávio (PL) com 4.968.829 votos (24,21%) e Marília Campos (PT) com 3.990.864 votos (19,44%) para o Senado. Na Câmara, o PL tornou‑se a maior bancada com 21 deputados, embora 5 dos 10 mais votados fossem do PT.
"Desde a redemocratização, o estado sempre votou no candidato que venceu a eleição presidencial. Por isso, tem peso eleitoral e também simbólico: o resultado mineiro costuma ser tratado como um termômetro da disputa nacional", explica Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Governador eleito e alinhamento político
Cleitão Azevedo (Republicanos) foi eleito governador com 55,4% dos votos, distante do segundo colocado Patrus Ananias (PT), que obteve 26,34%. Apesar de alinhado a Flávio Bolsonaro, Cleitão apoiou o fim da escala 6 x 1 no Senado, pauta também defendida por Lula.
Abstenção e impacto no segundo turno
Minas registrou 22,8% de abstenção, acima da média nacional de 21,08%, representando 3.735.098 eleitores que não foram às urnas. Os candidatos focam agora nesses eleitores nas campanhas de segundo turno, com atos programados em Belo Horizonte (24/10), Juiz de Fora, Ipatinga e Capelinha.