Minas Gerais registrou 351 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho até as 10h desta quinta‑feira (29), informou o Ministério Público do Trabalho (MPT). O número coloca o estado em segundo lugar no ranking nacional, atrás de São Paulo, que soma 620 casos.
"Você sofreu ameaça de demissão ou discriminação política no trabalho? O Ministério do Trabalho e Emprego existe para te proteger. Denuncie o assédio aqui: https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/", afirmou o Ministério do Trabalho e Emprego.
Destaques:
- 351 denúncias em MG até 29/10/2026
- Segundo maior número no país, atrás de SP (620)
- Ministro Luiz Marinho anuncia força‑tarefa nacional
Evolução das denúncias durante a eleição
No primeiro turno, em 4 de outubro, o estado contabilizava 110 registros. No encerramento do segundo turno, em 25 de outubro, o número subiu para 212. Hoje, as denúncias superam três vezes o total do primeiro turno.
Medidas adotadas pelo MPT
Até o fim do segundo turno, o MPT havia emitido 118 recomendações a empregadores e levado sete casos à Justiça do Trabalho. Em Bom Despacho, o órgão ajuizou ação contra uma fábrica de calçados que realizou campanha política no local, resultando na interrupção das atividades eleitorais no estabelecimento. O mesmo ocorreu em uma siderúrgica de Monsenhor Paulo, investigada por uso do ambiente de trabalho para influenciar votos.

Resposta do governo federal
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou, na quarta‑feira (28), a criação de uma força‑tarefa nacional para fiscalizar ameaças de demissão, perseguição e outras formas de assédio eleitoral contra trabalhadores.
Contexto nacional
O MPT registrou 3.396 denúncias em todo o Brasil até a manhã de 29/10/2026, superando o total de 2022 (3.373). Em outubro, foram cerca de 2,6 mil denúncias, um aumento de 371 % em relação a setembro, que teve 552 registros, representando 77 % das denúncias do ano.
Marco legal
A Resolução CSJT nº 355/2023 define o assédio eleitoral no trabalho, enquanto a Resolução TSE nº 23.755/2026 proíbe a propaganda e o assédio em ambientes laborais, responsabilizando os infratores. Em agosto, TSE, Justiça do Trabalho, Ministério Público Eleitoral e MPT firmaram acordo de cooperação para intensificar prevenção e fiscalização.