O primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ligou para Flávio Bolsonaro (PL) na noite de quinta‑feira, 9 de outubro, e o convidou a visitar o país, informou o gabinete israelense.

"Os dois pretendem renovar a profunda amizade entre os dois países (...) como parte da transformação em curso nas relações de Israel com os países sul‑americanos", afirmou o gabinete de Netanyahu.

Destaques:

  • convite oficial de Netanyahu a Flávio Bolsonaro
  • referência à “profunda amizade” entre Brasil e Israel
  • convite feito na noite de 9 de outubro

Convite oficial e contexto diplomático

Netanyahu destacou a necessidade de renovar a amizade bilateral, indicando uma mudança nas relações de Israel com a América do Sul. O convite ocorre em meio a tensões recentes entre os governos de Lula e Netanyahu, que se acirram após declarações brasileiras sobre o conflito na Faixa de Gaza.

Tensão entre os governos de Lula e Netanyahu

O presidente brasileiro acusou Israel de cometer genocídio em Gaza, enquanto Netanyahu declarou Lula persona non grata. Essas declarações marcaram um período de relações diplomáticas estremecidas entre os dois países.

Implicações para a campanha de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL), recebeu o convite pouco antes do segundo turno das eleições. A visita pode ser usada para reforçar laços com a comunidade judaica e demonstrar apoio a políticas de segurança externa.

“Os dois pretendem renovar a profunda amizade entre os dois países (…) como parte da transformação em curso nas relações de Israel com os países sul‑americanos”, afirmou o gabinete de Netanyahu.

A iniciativa de Netanyahu pode sinalizar uma tentativa de reaproximação diplomática, apesar das divergências recentes, e abrir espaço para novos acordos comerciais e de cooperação tecnológica entre Brasil e Israel.