O chefe da missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Brasil, José Miguel Insulza, declarou neste domingo (25) que o sistema eleitoral brasileiro é transparente e confiável. Ele pediu que os eleitores respeitem a vontade cidadã expressa nas urnas e aguardem os resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"O Brasil conta com um sistema eleitoral robusto, respaldado por reconhecida capacidade técnica e profissional e por ampla experiência acumulada em sucessivos processos eleitorais", afirmou o ex‑senador e ex‑ministro das Relações Exteriores do Chile e ex‑secretário‑geral da OEA.

Destaques:

  • Sistema eleitoral brasileiro considerado robusto e confiável
  • José Miguel Insulza pede respeito ao resultado
  • Eleitores devem aguardar divulgação oficial pelo TSE

Observação da OEA no segundo turno

A missão da OEA esteve presente no país durante o primeiro turno, em 4 de outubro, e retornou para acompanhar o segundo turno das eleições, quando brasileiros votam para presidente da República e governadores em cinco estados e no Distrito Federal.

Participação dos eleitores

Mais de 158 milhões de eleitores puderam atuar na definição das disputas presidenciais, das quais 136 milhões são obrigados a votar e 22 milhões têm voto facultativo.

Avaliação da votação

"Nos locais observados, a votação transcorreu com tranquilidade e em condições adequadas de segurança", destacou Insulza.

Ele reforçou que o processo ocorreu sem incidentes relevantes, sustentando a credibilidade do pleito.

Apelo para respeito ao resultado

"Também fazemos um apelo para que todos aguardem com tranquilidade os resultados oficiais divulgados pela Justiça Eleitoral e para que as candidaturas respeitem e aceitem a vontade cidadã expressa nas urnas", disse o chefe da missão.

Histórico da OEA nas eleições brasileiras

A OEA envia missões ao Brasil desde 2018; a de 2026 é a quinta. As avaliações anteriores já geraram críticas a processos eleitorais em outros países da região, como a Venezuela em 2024, onde a organização não reconheceu o resultado anunciado pelas autoridades eleitorais.

Contexto regional

Em julho de 2024, a OEA relatou indícios de distorção de resultados na eleição presidencial venezuelana, citando "ilegalidades, vícios e más práticas" e apontando erros aritméticos nos números oficiais divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).