Especialistas independentes da ONU solicitaram, nesta quarta-feira (21), que a Meta verifique se seus sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial restringiram de forma desproporcional conteúdos ligados a um dos lados da disputa eleitoral no país.

"Algoritmos, sistemas de IA e decisões de moderação de conteúdo não devem se tornar árbitros invisíveis da discussão política. Quando a expressão política parecer estar sendo restringida de maneira desproporcional, as plataformas devem explicar o motivo, corrigir impactos desiguais e garantir recursos efetivos", afirmam os especialistas.

Destaques:

  • Especialistas da ONU cobram investigação da Meta
  • Possível restrição desproporcional de conteúdo político
  • Pedido feito em 21 de junho

Contexto da solicitação

As plataformas online são consideradas atores fundamentais no debate democrático. Restringir o alcance de determinadas contas pode comprometer o acesso à informação, a liberdade de associação e, consequentemente, a integridade das eleições.

Incidentes apontados pelos observadores

Os especialistas listaram quatro tipos de incidentes:

  • interrupções temporárias da conta de campanha de um dos candidatos;
  • diferenças no engajamento, no feed dos usuários, na contagem de visualizações e no alcance;
  • restrições a publicações da campanha no Instagram;
  • disparidades entre partidos na geração de imagens por IA, nos resultados de busca do WhatsApp, nos Stories e na distribuição de conteúdo político.

Exigências à Meta

Os observadores defendem que a Meta reavalie seus sistemas de moderação, recomendação e IA para confirmar se houve restrição desproporcional. Caso confirmada, a empresa deve explicar os motivos, corrigir os impactos e garantir recursos efetivos para os usuários afetados.