A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta‑feira (28) que está investigando as circunstâncias da fuga do senador Flávio Bolsonaro. O parlamentar cruzou a fronteira com a Argentina na terça‑feira (27) e embarcou em avião particular rumo aos Estados Unidos, acompanhado da esposa e das duas filhas.
"a existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares", afirmou a PF.
Destaques:
- Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após ordem judicial
- Alexandre de Moraes proibiu a saída e apreendeu passaportes
- PF investigará a fuga e possíveis irregularidades
Ordem judicial de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o senador de deixar o país e determinou a entrega dos passaportes pessoal e diplomático. A medida foi solicitada pela própria PF, que também pediu restrições de contato com outros investigados.
Contexto das investigações
Flávio Bolsonaro responde a dois inquéritos no STF: um que o aponta, junto ao advogado Willer Tomaz, como suspeito de lavagem de dinheiro via plataformas de apostas; outro que apura o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai. Ambos negam irregularidades.
Reação e antecedentes familiares
A decisão de Moraes chegou após o ex‑deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, sugerir nas redes sociais que o senador deixasse o país caso perdesse a eleição presidencial. Eduardo, que reside nos Estados Unidos, tem mandado de prisão aberto no Brasil e foi condenado a quatro anos por articular sanções contra autoridades brasileiras.
Medidas adotadas pela PF
A PF informou que não encontrou registros de passagem de Flávio por postos de controle migratório brasileiro. Após a ordem judicial, os passaportes comum e diplomático foram cancelados e um alerta migratório foi inserido no sistema Sonar, ferramenta de monitoramento de fronteiras.