O piloto Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, morreu na tarde de 9 de outubro ao cair o monomotor que havia decolado do Aeroporto da Pampulha e impactou o pátio de manutenção do Metrô BH, próximo à Estação São Gabriel. O Corpo de Bombeiros confirmou que o corpo foi encontrado carbonizado.

“Era o sonho dele conhecer a Disney. Estava feliz da vida”, contou o irmão, o contador Juscelino Salomão.

Destaques:

  • Piloto de 31 anos morre em queda de avião em BH
  • Viagem à Disney estava planejada e paga
  • Investigação será conduzida pelo Cenipa e Polícia Civil

Viagem à Disney e projetos pessoais

Daniel havia comprado uma casa recentemente e fazia planos de casamento. A viagem aos Estados Unidos, que incluía a visita à Disney, estava programada desde o ano passado e já estava paga, segundo Juscelino.

“Estava todo empolgado com a questão da casa”, lembrou o irmão.

Formação e carreira do piloto

Daniel começou a pilotar aos 20 anos, depois de abandonar o curso de engenharia aeronáutica para concluir a formação de piloto em São Paulo. Ele estudava inglês com o objetivo de atuar em voos internacionais.

“O sonho do Daniel era ser piloto internacional”, disse.

“Era uma pessoa responsável, uma pessoa que sempre foi zelosa, sempre foi cuidadosa”, afirmou.

O piloto, identificado como Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, pilotava o avião monomotor que caiu e pegou fogo na Região Nordeste de Belo Horizonte
O piloto, identificado como Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, pilotava o avião monomotor que caiu e pegou fogo na Região Nordeste de Belo Horizonte — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Família recebe a notícia

Juscelino, que estava em uma clínica em Macapá, viu a notícia na televisão e, poucos minutos depois, recebeu ligação da irmã caçula chorando ao confirmar a queda. O piloto havia conversado com o pai na manhã do acidente e costumava visitar a família em voos para Salvador e cidades da região.

“Quando passou a reportagem, demorou uns três minutos. A minha irmã caçula me ligou chorando, desesperada, dizendo que o avião dele tinha caído.”

“Eu estou sereno aqui contigo, mas por dentro estou destruído”, lamentou.

Investigação e responsabilidade

A proprietária da aeronave, a empresa baiana Bello Fruit Importação e Exportação, informou que o monomotor passou por revisão em Belo Horizonte e que o voo era de teste. A Força Aérea Brasileira acionou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa); a Polícia Civil também investiga e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML).

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou que a aeronave estava em situação regular, com certificado de inspeção válido até outubro de 2027. O avião pretendia pousar em Juatuba, na Grande BH, e retornar ao Pampulha. Na queda, atingiu um galpão e a fiação elétrica do pátio de manutenção do metrô; não houve feridos e a circulação dos trens foi mantida.

A empresa emitiu nota de pesar, afirmou que prestará assistência à família e colaborará com as investigações.