Os resultados do 1º turno das eleições de 2026 mostraram que o PL recebeu a maior fatia do Fundo Eleitoral e traduziu esse recurso em desempenho superior nas urnas.

PL amplia presença no Senado e na Câmara

No Senado, o PL garantiu 19 das 54 cadeiras em disputa, representando 35,2% das vagas. Na Câmara, a sigla elegeu 121 deputados, correspondendo a 23,6% da casa. Essa expansão eleva a bancada do PL para 28 senadores em 2027, a maior do Legislativo.

Distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral

O Fundo Eleitoral totalizou R$ 4,95 bilhões em 2026. O PL recebeu R$ 881,7 milhões (17,8%), seguido pelo PT com R$ 615,4 milhões (12,4%) e o União Brasil com R$ 526,2 milhões (10,6%). Juntos, os três partidos concentraram cerca de 40% dos recursos.

Impacto nos governadores e nas bancadas menores

Dos 20 governadores definidos no primeiro turno, os partidos com maior fatia do fundo elegeram 18 (90%). O PL venceu 5 governadores, o PSD quatro e os Republicanos três. O União Brasil, apesar de receber 10,6% do fundo, não elegeu nenhum governador.

Desempenho de outras siglas

O PT ficou em segundo lugar, com 70 deputados e nove senadores, além de três governadores no Nordeste. O União Brasil obteve 46 deputados e três senadores, mas seu desempenho ficou abaixo da expectativa considerando a fatia recebida. O Novo foi o caso mais desproporcional, elegeram três senadores (5,6%) apesar de receber apenas a cota mínima do fundo.

Contexto do Fundo Eleitoral

Criado em 2017 após a proibição de doações empresariais, o fundo distribui recursos públicos com base no tamanho das bancadas na Câmara e no Senado, garantindo um aporte mínimo a partidos sem representação. Em 2026, partidos menores como Agir, DC, Mobiliza, PCB, PCO, PRTB, PSTU e UP receberam R$ 3,3 milhões cada, equivalentes a 0,07% do total.