O Partido dos Trabalhadores (PT) notificou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) nesta segunda‑feira, 25, alegando que apenas 60% da frota municipal de ônibus estava em operação nas ruas da capital durante o segundo turno das eleições.
Destaques:
- Operação de 60% da frota de ônibus
- PT solicita regularização e extensão do horário de votação
- Pedido de prisão do secretário de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira
Falta de ônibus compromete deslocamento de eleitores
Kiko Celeguim, presidente estadual do PT em São Paulo, informou que a notificação foi enviada à manhã de hoje, exigindo que a prefeitura normalize o serviço. Relatos apontam espera de quase uma hora em bairros das zonas leste e norte.
"Até porque, no dia de hoje, é muito difícil de a gente conseguir remediar essa situação. Os ônibus da capital eram para estar funcionando com 100% da capacidade, para garantir que as pessoas possam votar com tranquilidade. No entanto, as informações que temos até aqui é que ela está funcionando com operação de sábado, ou seja, 60% da capacidade operacional. O que é um absurdo", disse Celeguim nas redes sociais do PT.
Medidas solicitadas pelo PT
O partido requereu a prisão do secretário de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e pediu a regularização imediata do transporte coletivo, além da extensão do horário de votação nas áreas mais afetadas.
"Isso é muito grave o que o prefeito Ricardo Nunes está fazendo em São Paulo, de não permitir que as pessoas exerçam seu direito à democracia e escolham o seu próximo presidente da República", afirmou Celeguim.
Resposta da prefeitura e do TRE-SP
A SPTrans afirmou que recebeu notificação do TRE‑SP no sábado, 24, às 13h32, e comunicou as concessionárias responsáveis pelos 32 lotes operacionais, adotando as providências necessárias. A empresa destacou dificuldades para ampliar a frota em prazo reduzido, citando readequação de escalas de trabalho.
O TRE‑SP divulgou que, até o momento, não há registro de situação que comprometa o exercício do voto e que a eleição segue normalmente. Caso eleitores enfrentem dificuldades, a recomendação é denunciar ao Ministério Público Eleitoral.