O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o presidente russo Vladimir Putin aceitou liberar 300 mil toneladas de óleo diesel da Rússia "para o mercado americano e global". O primeiro lote seria entregue imediatamente, com 500 mil toneladas previstas para novembro e um milhão posteriormente.
"Trump anunciou que Vladimir Putin concordou em liberar imediatamente 300 mil toneladas de óleo diesel da Rússia "para o mercado americano e global" — seguidas por 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão posteriormente.", afirmou o texto bruto.
Destaques:
- 300 mil toneladas de diesel liberadas imediatamente
- Acordo entre Trump e Putin
- Licença temporária emitida pelo Tesouro dos EUA até 7 de abril de 2025
Reação da Ucrânia e críticas internacionais
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condenou a medida, chamando‑a de "presente para o presidente russo" e "investimento em uma guerra que deve ser encerrada, não prolongada". Em publicação nas redes sociais, Zelensky alertou que a Rússia poderia retaliar com "mais terror".
"Contamos com o apoio incondicional dos Estados Unidos à nossa defesa da vida, à nossa defesa do povo ucraniano – e com um diálogo igualmente firme entre os Estados Unidos e a Rússia. Um diálogo firme, não fraco", escreveu Zelensky.
Avaliação de especialistas e impacto nos preços
Tim Armitage, estrategista da Quilter Cheviot, considerou os números citados por Trump "relativamente pequenos". O primeiro lote equivaleria a cerca de 2,25 milhões de barris, enquanto o consumo diário dos EUA é de 3,8 milhões de barris, o que, segundo ele, "não fará diferença significativa nos preços dos combustíveis nos EUA".
Armitage ainda sugeriu que a medida seria "uma tentativa desesperada de Trump para reduzir a inflação antes das eleições de meio de mandato".
Licença temporária e declarações russas
Pouco depois do anúncio, o Departamento do Tesouro dos EUA concedeu uma licença temporária que permite a entrada de diesel russo no mercado até 7 de abril de 2025. Putin, em comunicado, afirmou que a Rússia está disposta a fornecer petróleo e derivados tanto para os EUA quanto para os mercados globais, sem especificar quantidades.
Kirill Dmitriev, negociador de Putin, saudou o acordo nas redes sociais, dizendo que "a cooperação entre Rússia e EUA em diesel e energia beneficiará o mundo".
Contexto geopolítico e econômico
A iniciativa surge em meio a críticas de aliados europeus e políticos pró‑Ucrânia, que acusam Trump de financiar a máquina de guerra russa. O Reino Unido reiterou que sua posição "não poderia ser mais clara" e que continuará pressionando a Rússia com sanções mais rigorosas.
O preço médio do diesel nos EUA está em US$ 6,28 por galão, abaixo do recorde de US$ 6,53 registrado em setembro. Contudo, analistas apontam que a redução de preços permanece incerta, já que o Brent continua acima de US$ 103 por barril.
Com as eleições legislativas de meio de mandato se aproximando, Trump tem buscado medidas como a suspensão do imposto federal sobre a gasolina e a permissão do uso de diesel com corante vermelho sem tributação, visando aliviar a pressão política sobre seu partido.