O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quinta‑feira (8) que acionou a Polícia Federal e o Ministério Público após identificar ataques contra servidores da Justiça Eleitoral nas redes sociais.
Foram registradas aproximadamente 30 mil manifestações nas redes até o início da tarde, contendo desinformação, exposição indevida de informações pessoais, discurso de ódio e ameaças veladas, inclusive contra familiares dos servidores.
"O Tribunal Superior Eleitoral, por meio do Núcleo Institucional de Garantia dos Direitos Eleitorais (NIGDE) e do Núcleo de Inteligência do Grupo de Enfrentamento à Desinformação (NIGED), tem acompanhado, desde a última terça‑feira, movimentos crescentes de ataques a servidores da Justiça Eleitoral", afirmou o TSE.
O presidente da Corte autorizou a abertura de investigação pela Polícia Federal, conforme nota oficial do TSE. O Ministério Público também foi acionado e apresentou representação visando a remoção dos conteúdos e a responsabilização dos usuários envolvidos.
Além da ação judicial, o tribunal comunicou às plataformas X e Meta a proliferação dos posts irregulares, solicitando medidas de bloqueio e remoção.
"Os servidores e seus familiares passaram a contar com efetivo de segurança, a fim de garantir sua integridade física e apoio psicológico. Ataques indevidos e sem fundamento, de qualquer natureza, contra o sistema eletrônico de votação e ameaças a servidores públicos federais constituem crimes previstos no Código Penal e na legislação penal especial", disse a nota.
Medidas de segurança para os servidores
O TSE informou que os servidores e seus familiares agora contam com efetivo de segurança e apoio psicológico para garantir a integridade física diante das ameaças.
Ação das plataformas digitais
As plataformas X e Meta foram notificadas sobre a disseminação de conteúdo irregular, com pedido de remoção e bloqueio dos posts identificados.
Próximos passos da investigação
A Polícia Federal iniciou a investigação e o Ministério Público segue com a representação para responsabilizar os autores dos ataques, conforme previsto na legislação penal brasileira.