Em busca de encerrar um início de crise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, vai tentar fechar um acordo com as campanhas do senador Flávio Bolsonaro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para evitar a disseminação de fake news.
A decisão determina que o canal "Exército do Lula" só volte a operar após comunicar seu endereço à Justiça Eleitoral e comprovar a ausência de fake news. O presidente do TSE avaliou que, registrado e sem divulgação de notícias falsas, o canal pode continuar funcionando sem necessidade de julgamento em plenário.
Nunes Marques deve propor, na mesma liminar, que o canal "Tropa do Flávio", criado em reação ao canal do deputado André Janones (Rede‑MG), siga o mesmo procedimento de registro.
Reunião entre TSE e campanhas
A reunião entre Kássio Nunes Marques e representantes das campanhas de Flávio Bolsonaro e do presidente Lula será na tarde desta terça, às 15h30. O objetivo é fechar o acordo ainda durante o encontro e encerrar a série de liminares que alimentou a crise institucional.
Controvérsias internas no TSE
A tentativa de derrubar o canal "Exército do Lula" gerou insatisfação entre ministros do TSE. O corregedor Villas Bôas Cueva revogou a decisão de Nunes Marques, argumentando que o procedimento administrativo não comprovou a divulgação de fake news pelo grupo de WhatsApp criado por André Janones.
Colegas do presidente afirmam que o tribunal já superou o teste do primeiro turno sem grandes turbulências e que a preocupação com ataques às urnas eletrônicas não se materializou. Contudo, na reta final do segundo turno, o TSE passou a enfrentar sua própria crise institucional.
Divergência de decisões
Ministros do TSE apresentaram decisões divergentes sobre o grupo de apoio a Lula. O ministro Cuevas, responsável pelo caso desde o início, derrubou a liminar do presidente do TSE, medida considerada rara dentro da Corte.