O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta terça‑feira (13), a remoção em até 24 horas de um vídeo publicado por Nikolas Ferreira (PL‑MG) nas redes sociais, no qual crianças acusam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de crime e criticam o governo federal, o PT e o filho do presidente, Lulinha.

"ultrapassa a barreira do razoável ao tentar atingir o eleitor psicologicamente mediante a abordagem indevida da propaganda negativa a um candidato veiculada massivamente na internet, aproveitando-se da exploração inadequada da inocência infantil", afirmou o ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira.

Destaques:

  • remoção do vídeo em até 24 horas
  • decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira
  • medida ainda será votada no plenário do TSE

Pedido do PT e decisão liminar

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou a retirada do conteúdo, alegando que ele induz à desinformação ao apresentar fatos verdadeiros de forma fragmentada e fora de contexto. Advogados do partido afirmaram que o vídeo associa artificialmente Lula à ideia de que crianças perdem a infância por violência e outros problemas sociais, potencializando o impacto emocional ao usar menores de idade.

Disseminação nas redes e reação de Flávio Bolsonaro

O vídeo foi publicado nas contas de Nikolas Ferreira no Instagram e replicado no canal de WhatsApp "Tropa do Flávio", vinculado ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. O g1 constatou que o conteúdo foi removido do Instagram do deputado e do canal de WhatsApp, mas ainda permanecia nas contas X e Facebook.

Conteúdo do vídeo e críticas apresentadas

Gravado no dia 12 de outubro, Dia das Crianças, o material mostra crianças que, em trechos editados, fazem acusações ao presidente e ao filho Lulinha, incluindo a alegação de que ambos seriam responsáveis por roubar o dinheiro da avó para comprar uma bicicleta. As falas também abordam temas como economia, segurança e medo do futuro.

Próximos passos no TSE

A decisão liminar será submetida ao plenário do TSE para análise definitiva. Enquanto isso, a remoção do vídeo deve ser cumprida em até 24 horas nas plataformas onde ainda esteja disponível.