O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu 20 postagens consideradas ilegais nas redes sociais contra o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida foi tomada após pedido da campanha de Lula, que apontou ação coordenada de parlamentares favoráveis a Flávio Bolsonaro (PL) para disseminar deepfakes e conteúdo artificial.

Destaques:

  • suspensão de 20 postagens
  • decisão atendendo pedido da campanha de Lula
  • proibição de nova replicação das mensagens

Parlamentares envolvidos

A decisão abrange postagens vinculadas ao senador Flávio Bolsonaro e aos deputados federais Gustavo Gayer (PL‑GO), Mario Frias (PL‑SP) e Gilvan da Federal (PL‑ES). Todos foram impedidos de republicar as mensagens.

Alcance das publicações

O TSE identificou 32 perfis que divulgaram as postagens, totalizando 1,4 milhão de seguidores e 23,8 mil publicações. A campanha de Lula argumentou que essas mensagens anônimas criam a impressão de rejeição generalizada ao candidato, o que não corresponde à realidade.

Debate sobre IA nas eleições

O uso indevido de inteligência artificial continua em discussão no tribunal. Na semana anterior, o TSE proibiu a Meta de restringir a entrega de conteúdos relacionados a Lula e Flávio Bolsonaro, após a campanha de Lula informar que comandos de geração de imagens de IA não permitiam criar material sobre o presidente.

Implicações para plataformas digitais

Com a nova decisão, o Facebook, plataforma operada pela Meta, deve abster‑se de aplicar medidas de redução de distribuição, exclusão de recomendação ou restrição de buscas para as postagens em questão.