TSE suspende propaganda de Lula que acusa Flávio Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu imediatamente uma propaganda veiculada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que alegava investigação de Flávio Bolsonaro (PL) por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do Banco Master. A decisão foi tomada antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

"Admitir o uso do horário eleitoral gratuito para esse fim significaria converter instrumento concebido para assegurar a igualdade de oportunidades entre os competidores em meio de desequilíbrio da própria disputa", afirmou o ministro Nunes Marques, presidente do TSE.

Destaques:

  • Suspensão imediata da propaganda de Lula
  • Acusação de investigação contra Flávio Bolsonaro no caso Master
  • Decisão do TSE antes do segundo turno em 25/10

Investigação da Polícia Federal sobre Flávio Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) mantém inquérito aberto para apurar suspeitas de crimes relacionados ao financiamento do filme "Dark Horse", produzido por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O inquérito investiga possíveis práticas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

Alegações sobre Alfredo Gaspar

A propaganda também afirmava que o vice de Flávio, Alfredo Gaspar, seria alvo de investigação por estupro de vulnerável. O pedido de abertura de investigação foi arquivado por falta de elementos, conforme decisão do ministro Gilmar Mendes do STF, após manifestação da Procuradoria‑Geral da República (PGR).

Detalhes financeiros do caso Master

  • R$ 61 milhões: valor que Daniel Vorcaro teria destinado ao filme via fundo nos Estados Unidos.
  • US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões na época): quantia que Flávio Bolsonaro teria negociado para financiar a produção.
  • R$ 75,1 milhões: valor que a produtora afirma ter gasto no filme.

Contexto da campanha eleitoral

A propaganda foi veiculada em horário eleitoral gratuito, recurso destinado a garantir igualdade de oportunidades entre candidatos. O TSE considerou que o conteúdo continha "imputações criminais desprovidas de lastro mínimo" e poderia desequilibrar a disputa.