Celso Amorim, assessor de assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, respondeu nesta segunda‑feira (26) à fala de Donald Trump, que alegou fraude nas eleições brasileiras. Amorim qualificou a declaração de "contraditória" e apontou a Meta como responsável por suposta obstrução das postagens do governo.

"Ele [Trump] está mal informado. Declaração contraditória, depois diz que gosta do Lula. Quem tentou fraudar a eleição foi a Meta, obstruindo e restringindo as nossas colocações. Só se ele está se referindo à Meta", afirmou Amorim ao g1.

Destaques:

  • Amorim acusa a Meta de tentar fraudar a eleição brasileira
  • Donald Trump afirma que "gosta do Lula" e que a eleição "pareceu fraudada"
  • Lula venceu com 51,79% dos votos válidos

Trump repete acusações sem provas

Em entrevista nos Estados Unidos, Trump afirmou que a eleição no Brasil "pareceu mais uma eleição fraudada" e que gostava de Lula, sem apresentar evidências. "Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha", disse o ex‑presidente.

Justiça Eleitoral e a Meta

A campanha de Lula entrou com ação contra a Meta, acusando a empresa de restringir conteúdos favoráveis ao petista e de beneficiar Flávio Bolsonaro. A Meta nega qualquer interferência nas redes sociais.

Resultado e contestação de Flávio Bolsonaro

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 48,21%. O candidato do PL não reconhece o resultado e pretende recorrer ao Judiciário. Ele criticou a decisão do ministro do STF, Cristiano Zanin, que ampliou o horário de votação até as 19h em algumas seções, alegando que a medida comprometeu a igualdade entre eleitores.

A extensão do horário beneficiou apenas localidades onde as urnas ainda estavam abertas, segundo Zanin, e resultou em cerca de 35 mil votos adicionais após as 17h, conforme o Tribunal Superior Eleitoral.