A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT) anunciou nas redes sociais que cancelou sua viagem a São Paulo, onde seria convidada para um evento do partido. Ela afirmou que a decisão foi tomada por recomendação de sua equipe de segurança, alegando que Minas Gerais estava "muito hostil".
"Eu não fui pra SP por recomendação da minha segurança, MG estava muito hostil. Mas quero agradecer o PT, o presidente, todos por terem me convidado, acreditando no meu trabalho e terem lutado para que eu presistisse. Obrigada", publicou a deputada.
Destaques:
- Cancelamento de viagem a SP por segurança
- Deputada Ana Elisa (PT) citou hostilidade em MG
- Ameaças de morte e estupro continuam, sem prazo definido
A publicação surge semanas após Ana Elisa relatar uma série de ameaças recebidas durante a campanha eleitoral. Em outubro, a parlamentar de 21 anos denunciou à Polícia Civil mensagens contendo ameaças de morte, estupro e discurso racista, enviadas por suposto integrante de um grupo supremacista branco.
Dias depois, a deputada desativou sua conta na rede social X, alegando receber ameaças de morte a cada dois minutos. Em vídeo divulgado, ela reiterou o risco constante à sua integridade física.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à Polícia Federal a abertura de investigação para identificar os autores das ameaças e apurar possíveis crimes motivados pela atuação política da deputada. O órgão ainda pediu providências para proteger a parlamentar e sua família.
O g1 entrou em contato com a assessoria de Ana Elisa e com a Polícia Federal para obter informações sobre novas ameaças e o andamento das investigações, mas ainda aguarda respostas.
Ameaças registradas durante a campanha
Ana Elisa denunciou à Polícia Civil, em outubro, e-mails que continham ameaças de morte, estupro e ofensas racistas. O autor se identificou como membro de um grupo supremacista branco e também ameaçou familiares da deputada.
Desativação da conta no X
Após a escalada dos ataques, a deputada removeu seu perfil da rede social X, afirmando que recebia ameaças de morte a cada dois minutos. O vídeo publicado nas redes sociais reforçou a gravidade da situação e a preocupação com sua segurança pessoal.
Investigação federal em andamento
O Ministério da Justiça encaminhou o caso à Polícia Federal, que deve investigar os crimes contra a parlamentar. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre o progresso das investigações.