O ataque, registrado nesta quinta‑feira (29), desviou US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da Binance, superando o recorde anterior da Bybit, que perdeu US$ 1,5 bilhão (R$ 8,1 bilhões) em fevereiro de 2025.
A Binance informou que está investigando o caso, prometeu cobrir os prejuízos e garantiu que os recursos dos clientes permanecem protegidos. Até o momento, a corretora localizou aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 16,2 bilhões); os demais US$ 3,3 bilhões (R$ 17,8 bilhões) ainda não foram totalmente esclarecidos.
Contexto dos ataques em 2025
Segundo a empresa de análise TRM Labs, criminosos desviaram US$ 2,9 bilhões (R$ 15,7 bilhões) em quase 150 operações no ano. Entre os maiores roubos registrados, destaca‑se o ataque à Bybit, que teve US$ 1,5 bilhão (R$ 7,95 bilhões) em ethers roubados em fevereiro de 2025.
Possível envolvimento da Coreia do Norte
O FBI apontou a Coreia do Norte como responsável pelo ataque à Binance, afirmando que os recursos foram rapidamente convertidos em outras criptomoedas e distribuídos por milhares de endereços em diferentes blockchains. A Coreia do Norte nega qualquer envolvimento.
Histórico de grandes roubos de criptomoedas
- Poly Network: US$ 610 milhões (R$ 3,23 bilhões) em agosto de 2021; quase todo o valor foi devolvido.
- Axie Infinity: US$ 540 milhões (R$ 2,86 bilhões) em março de 2022.
- Ronin: 173.600 ethers e 25,5 milhões de tokens USD Coin roubados (valor não especificado).
- Coincheck: US$ 530 milhões (R$ 2,81 bilhões) em janeiro de 2018; ataque a "hot wallet".
- Mt. Gox: quase US$ 500 milhões (R$ 2,65 bilhões) entre 2011 e 2014; 24 mil clientes perderam acesso.
Repercussão no mercado
O ataque à Binance reforça a vulnerabilidade das plataformas de criptoativos, mesmo as maiores e mais consolidadas. Analistas alertam para a necessidade de reforçar mecanismos de segurança e monitoramento, especialmente diante de suspeitas de apoio estatal a grupos de hackers.