O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, decidiu suspender o canal de WhatsApp "Exército do Lula" na noite de 13 de outubro. A medida segue pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que contestou a regularidade da ferramenta usada para divulgar conteúdos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Destaques:

  • Canal com mais de 4 milhões de inscritos foi retirado do ar
  • Decisão tomada por Kassio Nunes Marques após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro
  • Ferramenta pode ser restabelecida em até 48 horas, conforme resolução do TSE

Coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), o canal reunia áudios, vídeos e orientações para apoiadores de Lula. O registro oficial foi feito pela campanha do presidente na mesma terça-feira, atendendo à exigência da Corte Eleitoral.

Print canal 'Exército do Lula' no WhatsApp
Print canal 'Exército do Lula' no WhatsApp — Foto: Reprodução

Inicialmente, o ministro havia determinado a suspensão integral da ferramenta. Após o registro do endereço eletrônico no TSE, as exigências foram consideradas cumpridas, mas o magistrado ressaltou que o canal permanecerá inativo até o término do prazo de 48 horas previsto em resolução.

A decisão enfatiza que a retomada depende do cumprimento de normas de identificação dos responsáveis pela propaganda. A campanha de Flávio Bolsonaro alegou que o canal poderia disseminar desinformação, motivando a ação judicial.

A defesa de Lula afirmou que o registro foi uma medida para atender à determinação de Nunes Marques e que o canal continua sob a administração de André Janones, não sob supervisão direta da campanha presidencial.

"O registro foi feito apenas para cumprir a determinação do ministro, não significa que a campanha assuma a administração do canal", afirmou a defesa de Lula.

Com a regularização formal, o TSE aguarda o término do prazo para autorizar o retorno das atividades de envio de atualizações e a admissão de novos seguidores.