O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), afirmou que fará estudos antes de apresentar proposta de redução do IPVA. Em publicação nas redes sociais neste sábado (17), ele voltou a criticar a situação financeira do estado.

"O governo Zema passou anos criticando o PT pela situação financeira em que recebeu Minas Gerais. Agora, está entregando o Estado com os mesmos problemas que tanto criticou", escreveu o governador eleito.

Destaques:

  • Redução de alíquotas do IPVA pode chegar a 75%
  • Cleitinho Azevedo anunciará estudo antes de propor medida
  • Decisão final dependerá da próxima gestão e de regulamentação

Projeto de Mateus Simões permite redução de até 75%

A iniciativa foi enviada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pelo governador Mateus Simões (PSD). O texto autoriza diminuição das alíquotas, mas não estabelece redução automática. Ainda não há estimativa de perda de arrecadação.

Promessa de campanha e críticas ao governo Zema

A redução do IPVA era promessa de campanha de Cleitinho Azevedo. Em nota, ele garantiu que o estudo será conduzido com transparência, responsabilidade fiscal e foco no alívio ao contribuinte. O governador também acusou a atual gestão de entregar o estado com problemas financeiros semelhantes aos que criticou ao assumir.

Em publicação de um veículo de imprensa sobre projeto do IPVA em MG, Cleitinho voltou a criticar a atual gestão do governo.
Em publicação de um veículo de imprensa sobre projeto do IPVA em MG, Cleitinho voltou a criticar a atual gestão do governo. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Impacto nas contas estaduais e próximos passos

Se aprovado, o projeto exigirá que a próxima gestão decida quais veículos serão beneficiados e os percentuais adotados, além de regulamentação específica. O texto também permite preservar repasses às prefeituras caso as alíquotas sejam reduzidas.

Déficit orçamentário e auditoria

Na quinta-feira (15), Cleitinho Azevedo questionou o aumento do déficit previsto para 2027, de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões, e anunciou auditoria e revisão de contratos após assumir. O governo atual respondeu que o déficit ainda não está confirmado e que a transição será transparente e profissional.