A pesquisa realizada pelo Datafolha entre 20 e 22 de outubro entrevistou 2.154 brasileiros a partir de 16 anos. 60% dos respondentes acreditam que a situação econômica do país melhorará nos próximos seis meses, salto de 36% registrado em junho.

A expectativa de melhora é a maior desde outubro de 2022, quando atingiu 62%, e a percepção de piora chegou ao menor nível da série iniciada em 2019.

Expectativas por perfil político e demográfico

Eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) mostram 60% de otimismo, enquanto o eleitorado de Lula (PT) registra 66%. Entre os entrevistados com ensino fundamental, a taxa sobe para 67%, contra 51% dos que possuem ensino superior.

Regionalmente, a confiança varia: Centro‑Oeste e Norte chegam a 68%, Nordeste 66%, Sudeste 56% e Sul 55%.

Perspectiva pessoal de melhoria

66% dos participantes acreditam que sua própria situação econômica melhorará nos próximos seis meses, frente a 51% em junho. O otimismo pessoal é maior entre jovens de 16‑24 anos (72%) e entre homens (69%) em comparação com mulheres (63%).

No eleitorado de Lula, a expectativa pessoal atinge 70%, enquanto entre eleitores de Flávio Bolsonaro é de 65%.

Percepção de piora e estabilidade

Apesar do otimismo, 43% dos entrevistados sentem que a situação econômica do país piorou nos últimos seis meses. 38% afirmam que sua situação pessoal permaneceu igual, ligeiro aumento em relação aos 39% de junho.

Contexto eleitoral

A mesma pesquisa, divulgada em 22 de outubro, mostrou Flávio Bolsonaro e Lula praticamente empatados na reta final da eleição presidencial: 47% de intenção de voto para Bolsonaro e 46% para Lula, com brancos e nulos somando 5% e indecisos 2%. Em votos válidos, ambos alcançam 50%.

Metodologia

O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-09709/2026.