A soma de abstenções, brancos e nulos no segundo turno da eleição presidencial de 2026 chegou a 21,84% do eleitorado, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual representa o menor índice entre todos os turnos de eleições presidenciais analisados desde 1998.

No primeiro turno, a soma desses votos representou 24,85% do eleitorado. Aproximadamente 34,7 milhões de brasileiros aptos a votar não escolheram nenhum candidato neste domingo (25).

Desse total, cerca de 30,5 milhões de eleitores deixaram de comparecer às urnas, 1,4 milhão votaram em branco e 2,7 milhões anularam o voto.

Comparação histórica

Em 1998, quando a disputa foi decidida no primeiro turno, a soma de abstenções, brancos e nulos atingiu 36,17%. Nos anos subsequentes, os percentuais foram:

  • 2002: 26,29% (primeiro turno) e 25,24% (segundo)
  • 2006: 23,76% (primeiro) e 23,89% (segundo)
  • 2010: 25,19% (primeiro) e 26,76% (segundo)
  • 2014: 27,16% (primeiro) e 26,10% (segundo)
  • 2018: 27,33% (primeiro) e 28,83% (segundo)
  • 2022: 24,43% (primeiro) e 24,23% (segundo)

Impacto nas próximas eleições

A queda para 21,84% no segundo turno de 2026 indica maior engajamento dos eleitores em comparação com ciclos anteriores. Analistas apontam que a redução pode influenciar a percepção de legitimidade dos candidatos eleitos e orientar estratégias de campanha para a disputa de 2030.

Dados do TSE

Os números foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, que consolida as informações de comparecimento e voto em todo o país. O órgão destaca que a tendência de diminuição de abstenções, brancos e nulos pode refletir mudanças no comportamento eleitoral brasileiro.